Confiança do consumidor cai 1,2% em novembro

A segunda edição do Índice de Confiança do Consumidor, novo indicador mensal calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou queda de 1,2% em novembro ante outubro. O índice, feito a partir de cinco quesitos da Sondagem das Expectativas do Consumidor - levantamento da FGV realizado desde 2002 -, registrou em sua primeira edição, em outubro, uma alta de 1,5% ante setembro. Entretanto, a FGV alertou em nota técnica que os resultados das sondagens usados para calcular o indicador de outubro foram revisados.Agora, no conjunto de perguntas que compõem o índice de confiança do consumidor em novembro, foi incluído o quesito sobre intenções de compras, e excluído o referente às perspectivas de emprego. Em novembro, a FGV informa que houve uma deterioração das expectativas do consumidor em relação aos próximos meses. O Índice de Confiança é composto por dois indicadores: o Índice de Expectativas e o Índice de Situação Atual.O Índice de Expectativas caiu 1,8% em novembro ante outubro. Já o Índice de Situação Atual ficou "praticamente estável" na avaliação da FGV, com alta de 0,2% no mesmo período. Ao explicar os resultados, a FGV informou que a parcela dos entrevistados que classificam como boa a situação atual elevou-se de 10,6% para 11,1%, de outubro para novembro, enquanto a dos que a consideram ruim reduziu-se de 47,7% para 46,5% no mesmo período. Porém, em relação ao futuro, houve diminuição de 42,6% para 34,9% na parcela de informantes que prevêem melhora da situação financeira da família, nos próximos meses. Além disso, aumentou de 5,3% para 7,2% a parcela dos que acreditam em piora na situação financeira da família, nos próximos meses. Para o levantamento, a FGV consultou 1.969 consumidores em sete capitais, entre 1 e 22 de novembro.

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