SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Confiança do consumidor cai 21,6% em um ano, diz FGV

Índice de Confiança do Consumidor fechou o mês de agosto em 80,6 pontos, o menor nível da série histórica, iniciada em 2005

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 09h21

RIO - A confiança do consumidor recuou 21,6% em agosto em relação ao mesmo mês de 2014, informou nesta terça-feira, 25, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em relação a julho, o indicador caiu 1,7%. Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 80,6 pontos, o menor nível da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

"Os consumidores estão cada vez mais pessimistas em relação ao futuro da economia. A mediana de inflação projetada para os próximos 12 meses atingiu 10% em agosto, e as perspectivas para o mercado de trabalho é uma das piores dos últimos 10 anos. Esses fatores vêm afetando negativamente as decisões de consumo das famílias", avalia a economista Viviane Seda, coordenadora da Sondagem, em nota oficial.

O resultado de agosto foi influenciado principalmente pela perspectiva sobre o futuro. O Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9%, de 86,5 pontos para 85,7 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,3%, ao passar de 71,2 pontos para 71,4 pontos, resultado considerado estabilidade pela FGV.

O índice, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), está desde novembro do ano passado abaixo dos 100 pontos, zona considerada desfavorável. Já a média histórica, que considera os últimos cinco anos, está em 110,9 pontos.

Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 01 e 20 deste mês. 

Futuro. Os brasileiros estão ficando mais pessimistas em relação à economia e veem o bolso cada vez mais curto. Em agosto, o grau de otimismo dos consumidores na economia para os próximos meses caiu 4,2% ante o mês anterior. 

O otimismo em relação ao futuro da economia é o menor desde março deste ano e, aos 74,7 pontos, indica que a perspectiva é negativa. Ao todo, 42,7% das famílias preveem piora do cenário (de 41,2% em julho), enquanto 17,4% têm esperanças de melhora (antes, eram 19,2%).

Inflação e mercado de trabalho estão no topo das preocupações dos brasileiros. Em agosto, os consumidores declararam esperar inflação de 10,0% nos próximos 12 meses, a maior taxa já registrada na pesquisa. Além disso, 45,0% das famílias preveem maior dificuldade para conseguir emprego nos seis meses seguintes, o segundo maior nível da série, atrás apenas de março deste ano (46,1%).

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