Confiança do consumidor cai com preocupações econômicas

Queda de 6,5% em junho foi influenciada tanto pela situação atual da economia como pela expectativa de piora

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

25 de junho de 2008 | 08h19

O pessimismo do consumidor parece ter voltado com força em junho. Após subir 2% em maio, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 6,5% em junho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tanto a situação atual da economia como a expectativa de piora no futuro influenciaram a queda. O índice é composto por cinco quesitos da "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002. Na comparação com junho do ano passado, o ICC caiu 1,7%.O desempenho do indicador, calculado com base em uma escala de pontuação entre zero e 200 pontos (sendo que, quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), passou de 114,6 pontos em maio para 107,2 pontos em junho.Em seu informe, a FGV esclareceu que, em junho, "tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses tornaram-se desfavoráveis". O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que caiu 6,3% em junho, em comparação com a alta de 2,6% em maio, e o Índice de Expectativas (IE), que apurou queda de 6,6% em junho, ante aumento de 1,6% em maio. Ao detalhar o resultado de junho, em seu informe, a fundação esclareceu que o porcentual dos entrevistados que esperam melhora na economia nos próximos seis meses caiu de 24,2% para 21,0%, de maio para junho. "A dos que acreditam na possibilidade de piora elevou-se de 11,3% para 19,2%. É o pior resultado para esse quesito da pesquisa desde setembro de 2005", detalhou a fundação, em comunicado. As avaliações sobre a situação presente também contribuíram para o resultado negativo do índice em junho. A fundação esclareceu que a avaliação feita pelos consumidores a respeito da situação econômica da cidade em que residem vem oscilando nos últimos meses. Mas informou que, em junho, essa avaliação piorou. De acordo com a instituição, a parcela dos entrevistados que a consideram boa diminuiu de 19,0% para 16,8%, de maio para junho. Já a proporção dos que a avaliam como ruim elevou-se de 30,6% para 39,5%, no mesmo período.Na comparação com junho do ano passado, os dois subíndices do ICC apresentam trajetória contrária, em seus resultados em junho deste ano, com elevação de 6,6% para o indicador de situação atual; e queda de 6% para o de expectativas.O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 20 de junho.

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