Confiança do consumidor cai pelo 3º mês consecutivo

A confiança do consumidor em agosto diminuiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto. É o que mostra a 21ª Sondagem das Expectativas do Consumidor, referente a este mês, e divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a instituição, a desaceleração do crescimento econômico e a turbulência política continuam sendo os principais fatores a motivar a diminuição do ânimo do consumidor brasileiro. O levantamento entrevistou 1.438 chefes de domicílio entre os dias 1º a 22 de agosto desse ano. Pela pesquisa, 9,5% dos consumidores entrevistados acreditam que a situação econômica atual do País está melhor do que há seis meses. Mas na pesquisa anterior, referente a julho, essa parcela de consumidores satisfeitos era de 11,9%. A FGV informou ainda que subiu de 37,3% em julho para 39,9% em agosto a parcela dos consumidores analisados que classificaram como pior a situação do País hoje, do que há seis meses.Ao serem questionados sobre a situação econômica da família, a parcela dos consumidores que acreditam em situação melhor hoje do que há seis meses passou de 17,3% em julho para 15,2% em agosto. Porém, a parcela dos consumidores que acredita em situação da família pior hoje do que há seis meses também diminuiu: de 22,1% em julho para 20,7% em agosto. A sondagem é realizada em 12 das principais capitais do País, e é apurada desde outubro de 2002, com periodicidade trimestral até julho de 2004 - quando passou a ser mensal. Próximos mesesA diminuição na confiança do consumidor brasileiro também atingiu as previsões para os próximos meses, segundo a sondagem. A parcela dos consumidores entrevistados que apostam em melhora na situação econômica do País nos próximos seis meses caiu de 29,6% para 25,6%, de julho para agosto. Além disso, subiu de 22,3% em julho para 24% em agosto a parcela dos consumidores que apostam em piora da situação econômica do País nos próximos seis meses.As perspectivas também não são boas quanto à situação da família dos consumidores. De acordo com a FGV, passou de 52,1% para 46,7%, de julho para agosto, a parcela dos consumidores que acreditam em situação econômica "boa" da família nos próximos seis meses. Em contrapartida, subiu de 6,2% para 7% a parcela dos consumidores entrevistados que apostam em situação econômica "ruim" da família nos próximos seis meses. Segundo a FGV, os prognósticos feitos pelo consumidor em relação à situação econômica do País e da família são os piores de toda a série histórica da pesquisa.Balanço financeiroA piora nas expectativas do consumidor, apurada pela Sondagem não atingiu de forma expressiva o chamado "balanço financeiro" do brasileiro, segundo a FGV. No levantamento, esse balanço é o que mostra qual a parcela dos consumidores questionados está poupando ou se endividando. De acordo com a FGV, passou de 12,9% para 12,3%, de julho para agosto, a parcela dos consumidores que afirmaram estar poupando na época de apuração da pesquisa. Esse porcentual de entrevistados que informaram estar poupando foi o menor da série histórica da pesquisa. Mas a FGV considerou que, a parcela dos consumidores que declararam estar endividados diminuiu, e passou de 30,4% em julho para 28,3% em agosto.Previsão de compraMesmo com a piora nas expectativas do consumidor, aumentou as previsões de compras do brasileiro de bens de alto valor agregado nos próximos seis meses, como mostra a 21ª Sondagem das Expectativas do Consumidor. De acordo com o levantamento, a parcela dos consumidores que apostam em gastos maiores com bens de alto valor nos próximos meses passou de 12,5% em julho para 12,8% em agosto. Além disso, a parcela dos consumidores que estimam gastos menores com bens de alto valor agregado, nos próximos meses, passou de 52,1% em julho para 49,3% em agosto. InflaçãoNa avaliação da FGV, esse resultado é influenciado por "aspectos sazonais", mas a fundação não detalhou, em seu comunicado, quais aspectos seriam esses. A FGV informou ainda que a previsão média de inflação para o ano de 2005 do consumidor passou de 8,6% em julho para 8,5% em agosto.

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