Confiança do Consumidor caiu 3,4% em abril

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,4% em abril, ante queda de 1% registrada em março, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa é a sétima edição do indicador, que é calculado com base nos resultados da pesquisa "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal). O índice é composto por cinco quesitos da sondagem. De acordo com a fundação, houve piora tanto nas avaliações do consumidor sobre situação presente quanto nas previsões para os próximos seis meses. O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que caiu 3,4% em abril, ante aumento de 0,9% apurado em março; e o Índice de Expectativas, que teve queda de 3,3% em abril, ante queda de 2,1% em março. Em comunicado, a FGV informou que, entre os quesitos relacionados à situação presente, o pior resultado foi registrado no tópico situação financeira da família. A parcela dos consumidores entrevistados que consideram como bom o cenário financeiro familiar caiu de 19,5% em março para 17,3% em abril. No mesmo quesito, o porcentual de pesquisados que consideram como ruim a situação da família passou de 16,2% para 18% de março para abril. Já no cenário das expectativas, houve diminuição de 28,4% para 23,6%, de março para abril, na parcela de consumidores pesquisados que prevêem melhora na situação econômica local (ou seja, de sua cidade), nos próximos meses. Além disso, o porcentual de consumidores entrevistados que prevêem piora nos próximos meses, neste mesmo quesito de situação econômica local, aumentou de 11,6% para 15,2% de março para abril. Projeção Ainda, segundo a pesquisa, a projeção de inflação do consumidor para os próximos 12 meses ficou em 5,9% em abril, ante estimativa superior, de 6,7%, apurada em março. Segundo o coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da fundação(Ibre/FGV), Aloisio Campelo, o resultado é uma boa notícia. "Está ficando cada vez mais claro na cabeça do consumidor de que a inflação este ano está mais próxima de 5% do que de 10%", observou o economista. De acordo com ele, a FGV não tem registrado queixas do consumidor, em relação à inflação, já há bastante tempo. O levantamento abrange amostra de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 3 a 20 de abril.

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