Confiança do consumidor cresce 0,6% em janeiro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,6% em janeiro ante dezembro, segundo informou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo do registrado em dezembro ante novembro, quando o indicador registrou alta de 2,2%.Em janeiro do ano passado, o ICC subiu 6,7%. Em comunicado, a FGV esclarece que "houve piora nas avaliações a respeito da situação presente e melhora das expectativas em relação aos próximos meses". O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que caiu 0,7% em janeiro, ante alta de 3,3% em dezembro; e o Índice de Expectativas, que teve elevação de 1,5% em janeiro, ante aumento de 1,5% em dezembro.De acordo com a FGV, entre os quesitos relacionados ao presente, a proporção de consumidores que avaliam a situação econômica de sua cidade como boa diminuiu de 10,7% para 10,6%; a dos que a consideram ruim elevou-se de 42,6% para 43,2%. Por sua vez, nas perguntas relacionadas ao futuro, subiu de 32,7% para 34,8% a parcela de informantes que prevêem melhora na situação econômica local, de dezembro para janeiro. No mesmo período, caiu de 10,6% para 8,5% a parcela dos entrevistados que prevêem piora. "Entre os quesitos integrantes do índice, este foi o que mais contribuiu para a elevação do ICC neste mês", acrescentou a FGV, no comunicado.O levantamento abrange amostra de dois mil domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 a 22 de janeiro.Bens duráveisA intenção de compra de bens duráveis do consumidor brasileiro atingiu o ponto mais alto em janeiro deste ano, desde o início de divulgação do índice em setembro de 2005. Para o coordenador de Análises Conjunturais da FGV, Aloísio Campelo, isso sinaliza que pode ocorrer, em 2007, uma recuperação na capacidade de compra do consumidor.O economista lembra que, em 2004, houve uma explosão na compra de bens duráveis, devido à expansão no crédito e o crescimento econômico. Essa intenção de compra ficou arrefecida no ano passado, quando o consumidor se descobriu mais endividado, e afetado pela desaceleração no crescimento econômico. Mas agora, o equilíbrio no orçamento parece ter voltado ao normal. "É como se as famílias estivessem retomando o fôlego para voltar a consumir bem", afirmou.

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