Confiança do consumidor cresceu 18%, aponta Fecomercio

A melhora nos indicadores de vendas do varejo e a manutenção da taxa de inflação anualizada abaixo do meta para este ano ? de 5,5% com dois pontos porcentuais para cima ou para baixo ? elevou o nível de confiança do consumidor em maio, comparativamente a abril em 18,29%. A constatação vem do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).Com o crescimento do ICC em maio, o indicador passou de 105,20 pontos em abril para 124,44 pontos. É um nível semelhante ao de fevereiro e superior ao de maio do ano passado, quando o ICC atingiu 111,97 pontos. "Esse resultado positivo, porém, não sofreu influências do caso da matéria do jornal New York Times", ressaltam os economistas da Fecomercio.O ICC de maio foi apurado junto a 900 consumidores da região metropolitana de São Paulo na primeira semana do mês, poucos dias antes da reportagem, não permitindo assim mensurar o seu impacto sobre a opinião pública. Excetuando a não captação dos efeitos do caso NYT, afirmam os analistas da Fecomercio, esse expressivo crescimento na confiança da população teve como causas essenciais, a convergência dos bons indicadores conjunturais anunciados ao longo de abril.Para os economistas da Fecomercio, a retomada do nível da produção industrial, do crescimento sistemático das vendas varejistas, da recuperação do emprego na indústria e da apuração da inflação anualizada em níveis abaixo da meta para 2004 deixaram o consumidor mais confiante em relação à recuperação econômica. Além disso, acrescenta a Assessoria Econômica da Fecomercio, todos esses fatores ainda foram ressaltados por forte campanha publicitária do Governo enfatizando os resultados positivos da atual administração.Dia das Mães e aumento do mínimo melhoraram confiançaA melhora do nível de confiança do consumidor em maio, comparativamente a abril, carrega ainda um pouco do efeito sazonal do mês decorrente da expectativa do aumento do salário mínimo e da elevação da atividade a reboque do Dia das Mães. Outra revelação da pesquisa é que a melhora no nível de confiança em maio foi puxada pelos consumidores com renda de até 10 salários mínimos, que tiveram maior percepção de melhora no momento atual.

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