Confiança do consumidor despenca nos EUA

A confiança do consumidornorte-americano mergulhou para seu menor nível em cinco anosneste mês em meio a preocupações com uma inflação crescente emenor número de empregos, com o recorde de queda do valor dosimóveis em janeiro acrescentando ainda mais tensão ao ambiente,mostraram dados divulgados nesta terça-feira. Os preços do imóveis usados nos Estados Unidos despencaram11 por cento em janeiro frente ao mesmo mês em 2007, segundomedidas do Standard & Poor's/Case-Shiller. Um relatório do Conference Board mostrou que asexpectativas do consumidor em março com o futuro estão no menornível em 34 anos e a ansiedade com as perspectivas do mercadode trabalho e com a inflação está no maior patamar desde ofuracão Katrina em 2005. A instituição afirmou que o índice de confiança doconsumidor caiu para 64,5 em março --menor valor desde março de2003-- ante uma medida revista de 76,4 em fevereiro. "Estes são declínios dramáticos com todas essas másnotícias atingindo os consumidores", disse Nigel Gault,economista-chefe da agência de consultoria Global Insight. "Édifícil dizer alguma coisa positiva para os consumidores." A média das previsões pesquisadas pela Reuters esperava aconfiança do consumidor ficasse em 73,5 em março. O índice defevereiro foi divulgado inicialmente a 75,0. O Conference Board, uma organização privada de pesquisas,afirmou que o índice de expectativa com o futuro caiu para 47,9--o menor nível desde janeiro de 1974-- ante a medida revistade 58,0 em fevereiro. Em um outro sinal turbulento, o item "emprego difícil deconseguir" subiu para 25,1 em março --maior patamar desdeoutubro de 2005-- frente a medida revista de 23,4 em fevereiro. "O componente que se refere ao mercado de trabalho doíndice da confiança é o pior", disse Josh Stiles, estrategistade bônus sênior da Ideaglobal. "A maioria dos norte-americanosestá apertada agora e não está gastando em um ritmo normal.Isto é significativo." A medida da expectativa da inflação de 1 ano do ConferenceBoard subiu para 6,1 por cento em março, maior leitura desdeoutubro de 2005 após o furacão Katrina, que impulsionoufortemente os preços do petróleo. Em outubro de 2005, o índice de inflação da organizaçãoficou a 6,4 por cento depois de bater 6,8 por cento no mêsanterior. Refletindo o congelamento do setor imobiliário, o índice depreço de imóveis do Standard & Poor's/Case-Shiller de 20 áreasmetropolitanas caiu 2,4 por cento, para 180,65, ante dezembro,acumulando baixa de 10,7 por cento frente o mesmo mês no anoanterior e despencando 12,5 por cento se comparado ao pico dejulho de 2006.

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