Confiança do consumidor diminui

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de agosto sofreu uma queda de 7,19%. A explicação para esse resultado, depois de dois meses de altas sucessivas - 5,4% em junho e 5,2% em julho -, são os conflitos políticos que comprometeram o cenário de boas notícias no campo econômico - queda dos juros e melhoria no emprego. A pesquisa é feita mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) em parceria com a Agência Estado. Segundo o economista Fábio Pina, da FCESP, a queda do indicador foi devida às quedas do Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), menos 9,8% e Índice de Expectativas do Consumidor, menos 6%. Ambos compõem o ICC. A confiança foi menor entre as pessoas que ganham menos de 10 salários mínimos, entre homens e as pessoas com mais de 35 anos. O Índice de Confiança do Consumidor oscila de zero a 200. Em fevereiro chegou a 111,8. Em julho foi 104,7 e em agosto caiu para 97,13. Na avaliação de Fábio Pina, com a redução do noticiário de escândalos, envolvendo o círculo do Poder, a confiança provavelmente voltará a crescer, sustentada pela melhora da economia.

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