Confiança do consumidor dos EUA atinge mínima histórica

Índice norte-americano cai para 38 pontos em outubro, antes 61,4 em setembro e é o menor desde 1967

Reuters,

28 de outubro de 2008 | 13h11

A confiança do consumidor dos Estados Unidos caiu em outubro para o menor patamar já registrado, à medida que a piora da crise financeira deixou os norte-americanos preocupados com seus empregos e pessimistas quanto às perspectivas.  Veja também:Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundoVeja os primeiros indicadores da crise financeira no BrasilLições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  O Conference Board informou nesta terça-feira, 28, que o índice que mede a confiança do consumidor caiu para 38,0 pontos, ante dado revisado para cima de 61,4 em setembro. Essa foi a leitura mais baixa desde que o índice começou a ser feito, em 1967. O recorde de baixa anterior havia sido de 43,2, registrado em dezembro de 1974.  O resultado ficou bem abaixo da expectativa de economistas, que era de 52,0, e vem após uma melhora modesta do humor dos consumidores no mês anterior. Mesmo a previsão mais pessimista entre os 74 economistas pesquisados pela Reuters era de 45,0 em outubro.  "O impacto da crise financeira nas últimas semanas influenciou claramente a confiança do consumidor", disse Lynn Franco, diretor do Conference Board Consumer Research Center. Franco acrescentou que a perspectiva em relação ao mercado de trabalho e à inflação está deteriorada, "e essas notícias não são boas para varejistas, que já estão se dando conta de que esta será uma temporada de fim de ano muito desafiadora".  A avaliação dos consumidores sobre a situação presente caiu para 41,9, índice mais baixo desde dezembro de 1992, ante dado revisado para cima de 61,1 em setembro. Há um ano, esse indicador estava em 118,0.  O componente de expectativas caiu para 35,5, ante 61,5 no mês passado e 80,0 há um ano. O índice de expectativas de inflação subiu 6,9% - para o maior nível desde julho -, ante 6,2 por cento em setembro.

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