Confiança do consumidor dos EUA tem forte alta em novembro e surpreende

Índice saltou para 56 neste mês, de 40,9 em outubro, e é o maior desde julho; expectativa dos analistas era de uma leitura de 45

Álvaro Campos, da Agência Estado,

29 de novembro de 2011 | 13h55

O índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board saltou para 56,0 em novembro, do dado revisado de 40,9 em outubro (cuja leitura inicial era 39,8). O resultado superou em muito a expectativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de 45,0. O dado de novembro é o maior desde julho.

O índice de expectativa dos consumidores sobre a atividade econômica nos próximos seis meses avançou para 67,8 em novembro, do dado revisado de 50,0 em outubro (reportado originalmente como 48,7). O índice da situação presente, que mede a avaliação dos consumidores sobre as condições econômicas atuais, subiu para 38,3, do dado revisado de 27,1 (originalmente registrado como 26,3). É a maior leitura desde maio.

As percepções sobre o mercado de trabalho também melhoraram bastante. A pesquisa mostra que 5,8% dos entrevistados descrevem as oportunidades de trabalho como "abundantes" em novembro, de 3,6% em outubro; enquanto 42,1% acreditam que "está difícil conseguir" emprego, abaixo da marca de 46,9% no mês anterior.

Os consumidores também acreditam que a situação no mercado de trabalho deve melhorar nos próximos seis meses. O estudo do Conference Board mostra que 24,1% dos entrevistados acreditam que haverá menos vagas de trabalho no futuro, ante 27,6% que pensavam assim no mês passado. E 12,9% acreditam que existirão mais oportunidade de trabalho, acima da marca de 10,8% registrada em outubro.

Os entrevistados acreditam ainda que sua renda deve melhorar no futuro próximo. De acordo com a pesquisa, em novembro 14,9% acreditam que suas rendas vão subir nos próximos seis meses, de 11,1% em outubro. Já 13,8% preveem que suas rendas vão diminuir, ante 19,3% no mês anterior.

Os consumidores esperam que a inflação seja de 5,5% nos próximos 12 meses, abaixo da marca de 5,8% no mês anterior. 

Índice de preços de moradias sobe 0,9%

O índice de preços de moradias nos EUA, apurado pela Federal Housing Finance Agency (FHFA), avançou 0,9% em setembro ante agosto, para 184,4. A alta superou a previsão dos economistas, que esperavam uma expansão mensal de 0,1%. Uma leitura de 100 equivale aos preços das moradias em janeiro de 1991.

Em relação a setembro do ano passado, o índice recuou 2,2%. O índice de agosto foi revisado para uma queda mensal de 0,2%, ante leitura original de -0,1%.

O índice da FHFA é calculado com base nos preços das moradias compradas com hipotecas emitidas pelas companhias controladas pelo governo Fannie Mae e Freddie Mac. As informações são da Dow Jones.

(Com Regina Cardeal, da Agência Estado)

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