Confiança do consumidor é a maior desde abril de 2008

A crise financeira mundial já é página virada na opinião de consumidores paulistanos. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de setembro, divulgado hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O indicador subiu 4,5% ante agosto e chegou a 146,1 pontos, o maior nível desde abril de 2008 (149 pontos) - recorde da série histórica do índice. O balanço da Fecomercio-SP trabalha com uma escala de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse número.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 17h08

O retorno da confiança do consumidor é atribuída por especialistas à trajetória positiva de alguns indicadores da economia. O economista da Fecomercio-SP Thiago Freitas ressaltou que as taxas de câmbio e de juros são as variáveis que mais têm influenciado a expectativa dos consumidores. "A estabilidade do câmbio, ainda com tendência de queda, e a redução dos juros são fatores que contribuem para a normalização do consumo das famílias", frisou.

O ICC é composto por dois indicadores: o Índice das Condições Econômicas (Icea), que determina a opinião dos consumidores em relação à situação atual, e o Índice de Expectativas do Consumidor (Iec), que revela a percepção em relação à situação futura. O primeiro deles teve em setembro forte alta de 7,2% ante agosto, chegando aos 141,1 pontos. De acordo com os economistas, o segmento que mais influenciou a avaliação do Icea foi o de consumidores com idade de 35 anos ou mais, que apresentou elevação de 9,8%. "Isso se deu por causa da renda e do emprego. No acumulado dos sete primeiros meses de 2009, a massa real de rendimentos foi 4,7% maior que no mesmo período de 2008", lembrou Freitas, citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Depois de dois meses consecutivos de queda, o Iec teve alta em setembro de 2,9% em relação ao mês de agosto, registrando 149,5 pontos. Dentre os indicadores que fazem parte do Iec, vale destacar a queda de 5,3% em relação aos consumidores com renda superior a 10 salários mínimos.

O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1994. São ouvidos 2.100 consumidores no município de São Paulo.

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