Confiança do consumidor é menor, diz FGV

Os consumidores estão menos confiantes na economia, segundo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que recuou 1,6% em abril, em relação ao mês anterior, após baixa de 2% em março. A queda foi puxada por consumidores com renda familiar mensal de até R$ 2,1 mil, a faixa mais baixa da pesquisa, apurada pela Fundação Getúlio Vargas.

Daniela Amorim / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2011 | 00h00

O desempenho do indicador, calculado numa escala de até 200 pontos, passou de 120,1 para 118,2 pontos, o menor nível desde maio de 2010, quando atingiu 116,8 pontos. A queda de 4,4% na confiança dos consumidores da faixa 1 seguiu um recuo de 5,5%. No mês anterior, esse foi o porcentual de queda da faixa de renda mais alta (que recebem mais de R$ 9,6 mil mensais).

"A inflação está bem forte, principalmente por causa dos alimentos, que subiram muito. Esse aumento fere especialmente a baixa renda, porque a proporção de gastos com alimentos é maior", disse Marcelo Mello, professor de Análise Macroeconômica do Ibmec.

As avaliações sobre o momento atual pioraram, enquanto as expectativas para os meses seguintes se mantiveram relativamente estáveis. A fatia dos entrevistados que consideram boa a situação atual em sua cidade diminuiu de 34,7% para 29,2%, no período. Na mesma base de comparação, aumentou de 17,3% para 21,2% o porcentual de pesquisados que julgam ruim o cenário econômico atual em sua cidade.

Em relação ao futuro, os consumidores também estão menos otimistas quanto às suas finanças domésticas. De março para abril, a parcela de consumidores que preveem melhora da situação financeira familiar diminuiu de 37,2% para 35,6%. Já a fatia dos entrevistados que esperam piora nas finanças domésticas elevou-se de 5,2% para 5,3%.

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