Wilton Junior/Estadão
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Confiança do consumidor melhora em junho, aponta FGV

Resultado do indicador foi influenciado pela flexibilização das medidas de isolamento durante a pandemia

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2020 | 09h19

RIO - A confiança do consumidor aumentou 9 pontos em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV), levando o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) a 71,1 pontos. Em dois meses de avanços, o índice recuperou 44% das perdas sofridas nos meses de março e abril, os primeiros meses com impacto das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do coronavírus.

“Em junho, a confiança dos consumidores manteve a tendência de recuperação esboçada em maio. Houve nova redução do pessimismo em relação ao futuro próximo e, desta vez, também uma discreta diminuição da insatisfação com a situação corrente. As expectativas em relação à economia parecem influenciadas por uma esperança de que a flexibilização das medidas de isolamento social leve a uma melhora das condições do mercado de trabalho, aliviando, assim, as finanças familiares", disse  Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O comunicado cita, porém, que ainda é cedo para se vislumbrar uma melhora consistente do consumo das famílias, "como ilustra o indicador de ímpeto de compras de bens duráveis, que continua oscilando próximo aos níveis mínimos históricos”.

Em junho, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 5,6 pontos, para 70,6 pontos, após três meses seguidos de perdas.

O componente que mede a satisfação dos consumidores com a situação atual da economia aumentou 1,3 ponto, para 73,2 pontos, enquanto o item que avalia a satisfação com a situação financeira familiar no momento avançou 9,7 pontos, para 68,5 pontos.

A expectativas em relação à situação econômica nos próximos meses também melhorou, aumentando 12,5 pontos, para 103,8 pontos, a maior influência sobre o resultado global.

Houve aumento na confiança em todas as faixas de renda familiar, sobretudo para as famílias mais pobres, que recebem até R$ 2,1 mil mensais, sob influência de melhores expectativas para as finanças familiares e de melhores condições do mercado de trabalho.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.810 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1 e 19 de junho.

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