Confiança do consumidor melhora em setembro

A confiança do consumidor apresentou sinais de melhora em setembro, após uma trajetória de três meses em queda. É o que mostra a 22ª Sondagem das Expectativas do Consumidor, referente ao mês de setembro e divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro, a FGV captou aumento na confiança do consumidor que, de acordo com a instituição, "pode indicar um início de mudança de percepção do consumidor, face aos resultados relativamente favoráveis da economia em meio à turbulência política dos últimos meses". A FGV entrevistou 1.451 chefes de família, entre os dias 2 a 22 de setembro. De acordo com o levantamento, subiu de 9,5% para 12,2%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que consideram a atual situação econômica do País melhor do que há seis meses. Ao mesmo tempo, caiu de 39,9% em agosto para 37,3% em setembro a parcela dos entrevistados que classificam como pior a atual situação da economia do País do que há seis meses. O otimismo do consumidor também englobou a percepção sobre sua própria situação familiar. De acordo com a FGV, subiu de 15,2% para 16,7%, de agosto para setembro, a parcela dos analisados que acreditam em situação econômica familiar melhor hoje do que há seis meses. Além disso, caiu de 20,7% para 18,8% a parcela dos entrevistados que classificam como pior a situação econômica familiar hoje, em comparação com a de seis meses atrás. A sondagem é um levantamento realizado em doze das principais capitais do País. A pesquisa é apurada e divulgada desde outubro de 2002, com periodicidade trimestral até julho de 2004 - quando passou a ser mensal. Perspectivas futuras Os sinais de recuperação do otimismo do consumidor em setembro, registrados pela FGV, também englobaram as perspectivas futuras para os próximos meses. De acordo com o levantamento, subiu de 25,6% para 29,8%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que acreditam em melhora na situação econômica do País nos próximos seis meses. Além disso, caiu de 24% para 22,7%, de agosto para setembro, a parcela dos analisados que apostam em piora na economia do País, nos próximos seis meses. A melhora na confiança do consumidor para os próximos meses também abrange a percepção sobre a sua situação familiar. De acordo com a pesquisa, subiu de 46,7% para 52,9% a parcela dos entrevistados que acreditam em situação econômica boa da família, nos próximos seis meses. Ao mesmo tempo, caiu de 7% para 5,7% a parcela dos entrevistados que apostam em situação econômica da família ruim, nos próximos seis meses. Balanço financeiro O balanço financeiro do consumidor brasileiro apresentou sinais de deterioração em setembro, segundo a 22ª Sondagem das Expectativas do Consumidor da FGV. Segundo a fundação, caiu de 12,3% para 12%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que disseram estar poupando, no momento de apuração da pesquisa. De acordo com a FGV, a parcela de 12% foi a menor apurada pela série histórica da pesquisa, nesse tipo de pergunta. Em contrapartida, subiu de 28,3% em agosto para 31,9% em setembro a parcela dos analisados pela pesquisa que informaram estar se endividando. A FGV informou ainda que caiu de 59,4% para 56,2%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que afirmaram estar com as receitas e despesas equilibradas. Inflação A previsão média de inflação do consumidor brasileiro para o ano de 2005 caiu de 8,5% em agosto para 8,2% em setembro. De acordo com a FGV, mesmo com a redução na previsão média de inflação, o consumidor brasileiro não se sente estimulado a comprar produtos mais caros. De acordo com o levantamento, caiu de 12,8% para 10,07%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que estimam maiores compras com bens de alto valor, nos próximos meses. Ao mesmo tempo, subiu de 49,3% em agosto para 54,5% em setembro a parcela dos analisados que projetam menor nível de compras com bens de alto valor agregado.

Agencia Estado,

30 Setembro 2005 | 11h02

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