Confiança do consumidor melhora nos EUA, mas preços preocupam

A confiança do consumidor nos Estados Unidos atingiu em junho o maior nível em nove meses, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira, mas indicadores de inflação deram sinais preocupantes de aumentos de preços que poderiam atrasar a recuperação da economia.

BURTON FRIERSON, REUTERS

12 de junho de 2009 | 14h26

O dado da confiança do consumidor ainda não foi suficiente para superar o patamar alcançado em setembro do ano passado, quando o colapso do Lehman Brothers provocou a queda da economia global.

O índice de confiança do consumidor da Reuters/Universidade de Michigan subiu para 69,0 na leitura preliminar de junho, ante 68,7 em maio. O número ficou um pouco abaixo das expectativas de economistas de 69,5.

Pelo terceiro mês consecutivo, a confiança alcançou a máxima desde setembro do ano passodo, quando estava em 70,3.

"Isso é uma boa notícia, mas não uma excelente notícia", disse Hugh Johnson, vice-presidente de investimentos da Johnson Illington Advisors, em Albany, Nova York.

Em uma notícia preocupante, uma leitura de inflação nos dados de confiança do consumidor e um relatório sobre preços de importados revelaram potencial pressão inflacionária num momento em que a economia parece estar caminhando para uma recuperação.

Os preços de importados subiram 1,3 por cento em maio, segundo o Departamento de Trabalho, mas a alta foi impulsionada pelo petróleo.

Analistas previam que os preços de importados poderiam subir 1,3 por cento, depois da alta revisada de 1,1 por cento em abril (originalmente informada como alta de 1,6 por cento).

O avanço em maio foi o maior desde julho de 2008.

O aumento dos preços, especialmente para produtos como combustível, não inspira gastos dos consumidores, que foram chave para o crescimento nas últimas décadas. Agora, os consumidores já têm que lidar com dívidas e o patamar mais alto de desemprego em quase 26 anos.

EXPECTATIVAS DE INFLAçãO

As indicações de expectativa de inflação na Pesquisa dos Consumidores subiram para o maior nível em meses, criando uma preocupação para o Federal Reserve, que injetou dinheiro no sistema financeiro para estimular a recuperação da economia.

As expectativas para a inflação em um ano subiram para 3,1 por cento em junho, maior nível desde outubro de 2008, frente a 2,8 por cento em maio.

A perspectiva para a inflação em cinco anos avançou também para 3,1 por cento, ante 2,9 por cento em maio. Essa foi a maior leitura das expectativas de inflação de longo prazo desde fevereiro deste ano.

Se isto se traduzir em aumento de preços, criará um dilema para o Fed sobre se combate a inflação ou aumenta os esforços para reanimar o crescimento econômico.

Tudo o que sabemos sobre:
MACROEUACONSOLIDA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.