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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Confiança do consumidor na economia é a menor desde 2005

Perspectiva para longo prazo melhora, mas brasileiros ainda estão hesitantes em gastar com bens duráveis

Alessandra Saraiva, Agência Estado

26 de março de 2009 | 08h33

A confiança do consumidor na economia brasileira caiu 0,7% em março e atingiu o menor nível desde setembro de 2005. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira, 26, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro.

 

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Com o resultado, o  indicador, que é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 e 200 pontos, passou de 94,9 pontos em fevereiro para 94,2 pontos em março. A fundação também revisou ainda a taxa do ICC de fevereiro, de -1,4% para -1,2%. Para a FGV, o resultado mostra que em março de 2009 as avaliações sobre a situação presente continuaram piorando enquanto as previsões relativas ao futuro melhoraram um pouco.

 

Segundo a fundação, a perspectiva para a situação econômica atual foi responsável pela queda do índice, que manteve a trajetória descendente iniciada em outubro passado, quando estourou a crise financeira mundial. Entre fevereiro e março, o porcentual dos entrevistados que avaliam a economia está boa caiu de 8,4% para 7,4% do total, de fevereiro para março, enquanto a parcela dos que a julgam ruim elevou-se de 51,2% para 52,5%, no mesmo período.

Ainda de acordo com a fundação, nas respostas relacionadas ao futuro, ocorreu uma diminuição do pessimismo em relação à situação econômica local e da família nos próximos seis meses.

 

No entanto, com a crise, os consumidores estão menos dispostos para comprar de bens duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis. O porcentual de consumidores pesquisados que planejam gastar mais com duráveis nos seis meses seguintes caiu 7,2% para 6,7%. Já a parcela dos que pretendem gastar menos aumentou de 39,2% para 40,1%, no período.

 

O índice é composto por cinco quesitos da "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal). O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em seis capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 20 de março.

 

 

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