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Confiança do consumidor no maior nível em 7 meses

A confiança do consumidor subiu 2,8% na passagem de fevereiro para março, segundo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). As famílias das classes mais baixas nunca estiveram tão otimistas, e foram as que mais impulsionaram o resultado, graças ao mercado de trabalho forte e à desaceleração na inflação dos alimentos.

DANIELA AMORIM / RIO, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h42

Houve melhora tanto nas avaliações sobre o momento atual quanto nas expectativas em relação aos próximos meses. O indicador, calculado em uma escala de até 200 pontos, passou de 119,4 pontos em fevereiro para 122,7 pontos em março, o maior nível desde julho de 2011 (124,4 pontos).

Na faixa de consumidores que ganham até R$ 2.100, o ICC alcançou 122,3 pontos em março, e entre os que ganham de R$ 2.100,01 a R$ 4.800,00 o índice chegou a 128,2 pontos. Ambos atingiram o mais alto nível da série, iniciada em setembro de 2005. "Os números confirmam que a deterioração da inflação contribuiu para que esses consumidores ficassem mais otimistas e satisfeitos com a situação atual, voltando a comprar, principalmente na faixa de renda 1", afirmou Viviane Seda, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

Baixa renda. A expectativa para a compra de bens duráveis teve um salto de 10,0%. O consumidor de renda mais baixa foi mais uma vez o que se mostrou mais inclinado a voltar a comprar, segundo a pesquisa. "Foi o que realmente influenciou o índice (ICC) este mês", contou Viviane. "No mês passado, o indicador já tinha mostrado alta (de 2,2%), mas precisávamos confirmar. Neste mês, o forte avanço mostra que realmente o consumidor está retomando a disposição de gastar com bens duráveis."

Apesar do repique, a expectativa de compra de duráveis já esteve em patamares mais altos. No momento, há uma recuperação na intenção do consumidor de voltar a gastar. A expectativa de compras aumentou 25,3% na faixa de renda até R$ 2.100,00.

O aumento também foi forte, de 8,4%, entre os consumidores que recebem de R$ 2.100,01 a R$ 4.800,00. "O reajuste do mínimo ajudou que essa faixa de renda mais baixa tivesse um aumento de rendimento. Esse consumidor estava cauteloso", disse Viviane.

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