Confiança do consumidor norte-americano sobe a 60,6 em janeiro

Já o índice de preços de imóveis residenciais S&P Case-Shiller para 20 cidades dos EUA caiu 1,0% em novembro, em relação a outubro

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2011 | 13h11

O índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board subiu para 60,6 em janeiro, ante uma leitura revisada de 53,3 em dezembro. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam que o indicador subisse para 54,4.

O índice de situação presente, que representa a avaliação dos consumidores sobre as condições econômicas atuais, avançou para 31,0 em janeiro. Em dezembro, a leitura foi de 24,9 após revisão. O índice de expectativa dos consumidores para a atividade econômica nos próximos seis meses teve alta para 80,3 em janeiro, de uma leitura revisada de 72,3 no mês anterior.

Segundo Lynn Franco, diretora do centro de pesquisas de consumo do Conference Board, "os consumidores em janeiro avaliaram as condições para as empresas e o mercado de trabalho de forma mais favorável e expressaram maior confiança na expansão da economia e na geração de empregos".

Na pesquisa sobre a expectativa dos consumidores em relação ao emprego, o Conference Board verificou que o porcentual de entrevistados que acreditam ser difícil encontrar trabalho diminuiu para 43,4% em janeiro, ante 46,0% em dezembro. O porcentual daqueles que consideram a oferta de trabalho abundante cresceu para 5,2%, de 4,2%. As informações são da Dow Jones.

Imóveis residênciais em queda

O índice de preços de imóveis residenciais S&P Case-Shiller para 20 cidades dos EUA caiu 1,0% em novembro, em relação a outubro, com queda de 1,6% em comparação com novembro de 2009. O índice de preços de moradias em 10 cidades recuou 0,8% em novembro, em relação ao mês anterior, com queda de 0,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Economistas consultados pela Dow Jones previam que o índice para 20 cidades tivesse uma queda anual menor, de 1,4%.

"Com esses números, mais analistas vão prever um 'duplo mergulho' dos preços das moradias", disse o chairman do Comitê de Índices da S&P, David Blitzer.

Os índices S&P Case-Shiller, que se baseiam nas médias dos preços dos imóveis residenciais por três meses, passaram a cair em agosto de 2010 pela primeira vez em quatro meses, num efeito retardado do fim dos benefícios fiscais do governo federal dos EUA para a compra de casas, em abril. Embora os preços em novembro tenham ficado acima das mínimas do segundo trimestre de 2009, eles caíram abaixo daqueles níveis em oito cidades: Atlanta, Charlotte, Detroit, Las Vegas, Miami, Portland, Seattle e Tampa.

Em novembro, somente uma cidade coberta pelos índices registrou alta nos preços de moradias em relação a outubro: San Diego, com elevação de 0,1%. Apenas quatro cidades tiveram elevação dos preços em comparação com novembro de 2009: Los Angeles (+2,1% no ano), San Diego (+2,6%), San Francisco (+0,4%) e Washington DC (+3,5%). As informações são da Dow Jones.

Índice de atividade

O Federal Reserve Bank de Richmond informou que seu índice de atividade industrial regional caiu a 18 em janeiro, de 25 em dezembro. O índice de embarques caiu a 23 em janeiro, de 30 em dezembro; o índice de receita das empresas do setor de serviços caiu a 12 em janeiro, de 21 em dezembro; o índice de faturamento com vendas no varejo, porém, subiu a 33 em janeiro, de 25 em dezembro.

O Fed de Richmond, um dos 12 bancos regionais que compõem o sistema do Federal Reserve norte-americano, cobre os estados de Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Virgínia e a maior parte da Virgínia Ocidental, além do Distrito de Columbia (distrito federal). As informações são da Dow Jones.

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