Fabio Motta/Estadão - 20/10/2017
Fabio Motta/Estadão - 20/10/2017

Confiança do consumidor paulista cresce 14% em outubro, mais do que a média nacional

Indicador da Associação Comercial de SP detecta melhoras nos componentes de emprego, de avaliação da econômica da região e de avaliação da situação financeira dos consumidores

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2018 | 19h51

A confiança do consumidor paulista avançou de setembro para outubro. Segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Índice de Confiança de São Paulo (IC-SP) registrou 81 pontos no mês passado – uma alta de 14% em relação a setembro e de 22% frente ao mesmo período do ano passado. É o maior patamar desde maio de 2015, quando o indicador marcou 86 pontos. 

A confiança dos brasileiros ficou próxima à de São Paulo, com 82 pontos em outubro, mas cresceu bem menos. O Índice Nacional de Confiança (INC) avançou apenas 5% em outubro ante setembro e 12% ante o mesmo período do ano passado. Em ambas as pesquisas, o indicador varia entre zero e 200 pontos, sendo que o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, do otimismo. A margem de erro é de três pontos.

“Os dados da pesquisa de outubro em São Paulo são significativamente melhores do que os de setembro e refletem a retomada da indústria, que tem contratado mais, inclusive como mostram os últimos números do Caged”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). "Tradicionalmente a confiança de SP ficava abaixo da média nacional e agora os índices se igualam, considerando a margem de erro."

Situação financeira e emprego

Ainda segundo o indicador, em outubro, 24% acreditavam no fortalecimento da economia, ante 19% em setembro. Sobre avaliação da situação financeira pessoal nos próximos seis meses, em setembro 40% apostavam que melhoraria e em outubro eram 45%.

O IC-SP também detectou que os paulistas estão mais seguros no emprego: em setembro 59% estavam pouco confiantes e no mês seguinte a parcela caiu para 52%. Os seguros no emprego passaram de 20% para 24% na mesma base de comparação.

Além disso, em setembro, 78% dos entrevistados conheciam alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses e em outubro caiu para 73%. Os que não conhecem passaram de 21% para 26%.  

Por fim, 48% dos paulistas temiam ser demitidos em setembro e em outubro eram 40%. Os que não creem nessa possibilidade somaram 24% e 28% na passagem de um mês para outro.

A pesquisa foi feita entre 8 e 14 de outubro em todas as regiões paulistas, ou seja, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

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