Confiança do Consumidor sobe 0,7%, mas fica menor em julho

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,7% em agosto ante julho, segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado é inferior ao registrado em julho ante junho, quando o indicador registrou alta de 0,9%. Essa é a 11ª edição do indicador, que é calculado com base nos resultados da pesquisa "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal). O índice é composto por cinco quesitos da sondagem. De acordo com comunicado da fundação, "houve melhora nas expectativas em relação aos próximos seis meses, mas deterioração nas avaliações sobre a situação presente". O ICC é dividido em dois indicadores, um que mede a situação atual e o outro as expectativas para o futuro.O Índice de Situação Atual caiu 2,9% em agosto, ante aumento de 1,5% em julho, atingindo o mais baixo nível desde setembro do ano passado, quando o índice foi criado. Segundo o coordenador da pesquisa, Aloísio Campelo essa variação pode estar sendo influenciada pelos problemas no cenário político e insatisfações com relação ao mercado de trabalho. "O próprio crescimento da economia parece estar se dando de forma relativamente lenta para o consumidor", afirmou.Já o indicador que mede as expectativas para o futuro cresceu 2,5% para 104,1 pontos, ligeiramente acima da base da pesquisa (100) em setembro. De forma geral, o ICC foi puxado pelas duas únicas avaliações positivas regionais, em São Paulo (2,1%) e Brasília (2,5%). A FGV informou ainda que, entre as perguntas do índice relacionadas ao presente, houve piora na avaliação feita pelos consumidores sobre a situação financeira da família. A proporção de consumidores que a consideram boa reduziu-se de 18,4% para 15,3% (de julho para agosto); a dos que a julgam ruim elevou-se de 15,5% para 16,2% (no mesmo período). Nos quesitos relacionados ao futuro, a FGV anunciou que subiu de 23,8% para 30,3%, de julho para agosto, o porcentual de informantes que prevêem melhora na situação financeira da família nos próximos meses. No mesmo período, caiu de 4,1% para 2,5% a parcela dos entrevistados que acreditam em piora, nesse quesito, nos próximos meses. Crescimento econômicoMais da metade dos consumidores (54,3%) avalia que o crescimento econômico nos próximos anos será maior do que o atual. Para 3,8% dos consumidores a economia crescerá muito mais e para 50,5%, o crescimento será um pouco maior. Do total, 37,2% acreditam que o crescimento será igual e 8,5% apostam em queda no ritmo da economia. Por categorias de renda, os mais ricos (com renda mensal acima de R$ 9,6 mil) são mais otimistas: 64,9% acreditam que o crescimento será maior. Dentre as pessoas de renda mais baixa, menos da metade (44,8%) acredita em crescimento maior do que o atual, no futuro. Campelo avalia que a diferença pode ser explicada pelo maior acesso à informação de pessoas com maior renda, que os permite ter mais dados para avaliar o futuro. Matéria alterada às 14h54 para acréscimo de informações

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