Confiança do consumidor sobe 12,1% em março e bate recorde

Porcentual dos que pretendem gastar mais com bens duráveis elevou-se de 21,4% para 24,4%, segundo FGV

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

27 de março de 2008 | 08h20

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 12,1% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo o patamar mais elevado da série histórica do índice, iniciada em setembro de 2005. Já ante fevereiro, o índice subiu 3,5% no mês. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Quanto à disposição para compra, a parcela de consumidores que prevêem maiores gastos com bens duráveis nos próximos meses elevou-se de 21,4% para 24,4%, de fevereiro para março. Já a dos que prevêem gastos menores diminuiu de 22,1% para 19,8%, no mesmo período.  O desempenho do indicador, que é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 a 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), passou de 116,7 pontos em fevereiro para 120,8 pontos em março. A melhora na percepção do consumidor quanto à situação econômica local, aliada a um renovado interesse em aumentar compras de bens duráveis, foram os fatores que conduziram ao bom resultado do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de março, segundo a FGV. Ao detalhar os destaques de respostas, entre as perguntas feitas sobre a situação atual, a FGV informou, em comunicado, que a parcela dos entrevistados que consideram boa situação econômica da cidade em que residem como boa subiu de 16,9% para 19%, enquanto o porcentual dos que a avaliam como ruim diminuiu de 29,2% para 25,5%, de fevereiro para março. Em fevereiro, o índice havia apresentado queda de 0,4% ante janeiro. O índice é composto por cinco quesitos da "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal). A FGV esclareceu que, em março, "as avaliações em relação à situação atual, que em fevereiro haviam se tornado menos favoráveis, voltaram a melhorar em março". O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 5,2% em março, em comparação com a queda de 3% em fevereiro; e o Índice de Expectativas (IE), que teve alta de 2,6% em março, ante aumento de 1,1% em fevereiro. No caso específico do ISA, o índice passou de 118,6 pontos em fevereiro para 124,8 pontos em março - o maior patamar da série histórica. Já o IE passou de 115,7 pontos em fevereiro para 118,7 pontos esse mês, no período. Ainda segundo a fundação, na comparação com março do ano passado, os dois sub-índices do ICC apresentam altas esse mês, com elevações de 25,7% para o indicador de situação atual; e aumento de 5,6% para o de expectativas. O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 3 e 24 de março deste ano.

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