Confiança do consumidor sobe 8% em novembro, apura Fecomercio

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 8% de outubro para novembro, passando de 108 pontos para 117 pontos, de acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). A escala da instituição varia de zero a 200 pontos, apontando otimismo acima de 100 pontos e pessimismo abaixo deste patamar. Na avaliação dos assessores da Federação, a proximidade das festas de fim de ano e o "certo enfraquecimento" da crise política até meados deste mês fizeram com que o índice subisse. "A falta de novas informações sobre a crise política e noção de que a economia não saiu do rumo foram dois fatores determinantes para o crescimento da confiança do consumidor em novembro", explica a Fecomercio. De acordo com os analistas da instituição, a proximidade do Natal tende a melhorar o ânimo dos consumidores, influenciado também pela perspectiva de recebimento do 13º salário. "É esperado que esse humor venha a contribuir para reverter a tendência de desaquecimento da economia, observada tanto nos dados da indústria, como em alguns setores de bens duráveis, amenizando os impactos sobre as vendas no período do ano mais importante para o comércio", disseram. O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio na região metropolitana de São Paulo desde 1994. O indicador mede o otimismo dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação do País no médio prazo. A metodologia do ICC foi desenvolvida com base no Consumer Confidence Index, índice norte-americano que surgiu em 1950 na Universidade de Michigan. Condição econômica atual e futura Tomando por base a condição econômica atual, o ICC subiu 15% de outubro para novembro. Este dado, segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), foi o principal responsável pela elevação do índice geral de 108 pontos para 117 pontos. No mesmo período, houve elevação de 4% quando a análise refere-se às condições futuras. Em novembro, o índice sobre o ambiente atual chegou a 116 pontos, muito próximo do patamar de 118 pontos registrado para a confiança do consumidor em relação ao futuro. Segundo a assessoria econômica da Fecomercio, essa equiparação revela um ajuste entre as avaliações feitas pelo consumidor sobre o presente e o futuro. Perspectiva melhor entre consumidores de baixa renda Os analistas destacaram que a percepção sobre o momento atual apresentou alterações muito diferentes em relação à renda. O índice subiu quase 23% na faixa inferior a 10 salários mínimos e 5% entre os consumidores com renda superior a este patamar. "A menor variação pode ter ocorrido por terem sido estes os consumidores mais preocupados com a crise política e a conseqüência para a economia", disseram os profissionais na nota à imprensa. Já a avaliação a respeito do futuro registrou variações mais significativas de acordo com a idade, o sexo e, principalmente, a renda do entrevistado. O indicador dos consumidores com renda inferior a 10 salários mínimos subiu 10%. Já entre os que têm rendimento superior a esta quantia, foi registrada uma queda de 5%. Sexo e idade O ICC mostrou também um crescimento no otimismo dos homens em relação ao futuro, de 7%. No caso das mulheres, a elevação foi de 1% na mesma comparação com outubro. O grupo de consumidores com menos de 35 aos apresentou variação positiva de 4% e, para aqueles com idade superior a essa, o aumento foi de 2%.

Agencia Estado,

21 Novembro 2005 | 13h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.