Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Confiança do Consumidor sobe em São Paulo

O otimismo da população da capital paulista com a situação econômica aumentou em setembro, conforme informou nesta quarta-feira a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Neste mês, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que é coletado junto a 2 mil entrevistados da região e varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total), atingiu 131,6 pontos, o que representou alta de 20,2% ante setembro de 2005 e elevação de 2,3% sobre agosto de 2006, quando havia atingido o menor nível em nove meses.O resultado de setembro é, no entanto, ainda inferior ao de julho, quando o ICC somou 134,6 pontos e menor que o melhor resultado mensal de 2006, de 138,7 pontos, verificado em maio.Na avaliação da Fecomercio-SP, o ICC de setembro refletiu a política de transferência de renda e o adiantamento da liberação da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. De acordo com a entidade, estes fatores também ajudaram a "amenizar" o impacto negativo que os atos de violência praticados em São Paulo desde maio tiveram no índice. "Esse acréscimo na renda aumenta a propensão do indivíduo a comprar e melhora o humor do consumidor", afirmou, em nota à imprensa, o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman.Segundo a entidade paulista, o desempenho do indicador foi influenciado, tanto pela melhora na percepção dos consumidores em relação às condições econômicas atuais, quanto às do futuro, de modo particular entre os entrevistados que ganham menos de dez salários mínimos. No período, o Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea) cresceu 4% sobre o mês anterior e atingiu 125,1 pontos.Especificamente neste indicador, que mede as condições do presente, a avaliação do público com ganho inferior a dez salários mínimos evoluiu 6,5% e atingiu também 125,1 pontos, enquanto, na parcela com vencimentos superiores, manteve-se praticamente estável, com variação negativa de 0,6%, em 124,9 pontos. A Fecomercio-SP destacou que esta é a primeira vez em toda série histórica do índice, iniciada em 1994, que o otimismo dos que ganham menos de dez salários mínimos, até então tradicionalmente mais pessimistas, emparelhou-se ao otimismo dos que têm rendimento superior.FuturoQuanto ao Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que indica a percepção do consumidor em relação ao futuro, houve variação de 1,3%, em setembro sobre o mês anterior, para 135,9 pontos. Neste caso, os resultados foram diferentes entre as faixas de renda: alta de 5,3% entre os de rendimentos inferiores a dez salários mínimos, totalizando 133,3 pontos, e queda de 5,7%, atingindo 140,5 pontos, entre os que detêm renda superior. Segundo a entidade, este cenário resulta da grande cautela que os consumidores com vencimentos mais altos têm em avaliar a situação do Brasil no médio prazo. Matéria alterada às 16h28 para correção no primeiro parágrafo

Agencia Estado,

13 de setembro de 2006 | 12h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.