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Confiança do consumidor volta a bater recorde

Índice da FGV teve alta de 0,7% em setembro e é o mais alto dos últimos cinco anos

Alessandra Saraiva / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

Impulsionada por uma avaliação favorável da economia brasileira, a confiança do consumidor bateu recorde pela segunda vez consecutiva e atingiu o nível mais alto dos últimos cinco anos. É o que mostrou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), com alta de 0,7% em setembro, taxa idêntica à apurada em agosto.

Embora a variação não tenha mudado entre um mês e outro, o nivel do indicador, calculado numa escala entre 0 e 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o otimismo do consumidor) atingiu 121,7 pontos em setembro, a maior pontuação da série histórica do ICC, iniciado em setembro de 2005.

Na prática, a conjuntura econômica atual ajudou a formar uma mentalidade de confiança na cabeça do consumidor. "Sobre mercado de trabalho e sobre a situação da economia em geral, o consumidor nunca teve uma avaliação tão favorável, desde 2005", resumiu o coordenador de Sondagens Conjunturais da fundação, Aloísio Campelo.

Com isso, a taxa de variação do Índice de Situação Atual (ISA), um dos dois subindicadores que formam o ICC, saltou de 0,7% para 3,5% de agosto para setembro.

Eleições. Campelo observou que o mercado de trabalho tem apresentado resultados favoráveis nos últimos meses. No entanto, este ano também teve mais uma influência benéfica: o período eleitoral, que gerou mais empregos temporários. Isso eleva a renda do consumidor, provocando uma melhora no humor do brasileiro.

Além disso, o economista destacou que a inflação, de maneira geral, não assusta tanto o consumidor como no passado - com exceção do brasileiro de baixa renda, que agora sofre mais com a alta nos preços dos alimentos. Tanto que a projeção de inflação do consumidor para os próximos 12 meses, pesquisada pela Sondagem das Expectativas do Consumidor (cujas respostas são usadas para cálculo do ICC) caiu de 6,2% para 6% de agosto para setembro, a menor estimativa desde março de 2008 (5,9%).

Porém, as expectativas do consumidor brasileiro caíram em setembro. O Índice de Expectativas (IE), o outro subindicador que ajuda a formar o ICC, caiu 1,1% em setembro, após avançar 0,7% em agosto. Segundo Campelo, as eleições não tiveram nenhuma influência no resultado. Ele acrescentou que as expectativas para as finanças familiares continuam positivas para os próximos meses.

Campelo comentou também que as expectativas de compras de bens duráveis ficaram relativamente estáveis em setembro. Embora a fatia de consumidores que pretendem comprar mais bens duráveis nos próximos meses tenha caído de 16,5% para 15% de agosto para setembro, a parcela de pesquisados que informaram intenção de comprar menos também caiu, de 26,5% para 25,5% no mesmo período.

Expectativas

121,7 pontos foi a pontuação do Índice de Confiança do Consumidor em

setembro, com crescimento de 0,7% em relação a agosto

6,2 %

era a expectativa do consumidor para a inflação dos próximos 12 meses em agosto

6 %

é a expectativa em setembro

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