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Confiança do empresário industrial melhora em fevereiro, mas ainda está longe de recuperação

Indicador, que serve como um termômetro da atividade econômica, já cresceu 1,1 ponto desde dezembro; para a CNI, é cedo para falar em reversão do quadro de pessimismo

Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2016 | 15h10

Com o difícil cenário, o índice de confiança do empresário industrial (Icei) cresceu 0,5 ponto em fevereiro, atingindo 37,1 pontos. De dezembro a fevereiro, o Icei já cresceu 1,1 ponto, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mesmo com o crescimento, o resultado está 12,9 pontos inferior à média histórica de 54,7 pontos. De acordo com a CNI, a variação "é suficiente para afirmar que houve uma pequena melhora no índice em 2016". "Mas ainda é cedo para afirmar que haverá uma reversão no quadro de confiança", afirma a confederação.

Os resultados da pesquisa variam de zero a cem e, segundo a CNI, quanto mais abaixo dos 50 pontos, "maior e mais disseminado é o pessimismo". O indicador é uma espécie de termômetro da atividade econômica porque mede a confiança dos empresários em relação às condições atuais e futuras do País. Pode sinalizar, portanto, o início de períodos de crescimento ou recessão.

Entre os segmentos industriais, a indústria extrativa continua com o menor pessimismo, com 41,4 pontos. Já o Icei da indústria de transformação foi de 37,2 pontos. A indústria da construção foi a mais pessimista, cujo Icei foi de 36,4 pontos.

Já entre as empresas, as grandes são as menos pessimistas e apresentam Icei de 38,6 pontos. "Trata-se de sinal positivo, considerando a importância das grandes empresas na dinâmica das cadeias produtivas. A melhora na confiança das grandes empresas, ao se traduzir em maior demanda por matérias-primas, pode estimular a confiança das empresas de menor porte nos próximos meses", diz o documento divulgado pela instituição.

As médias apresentaram um Icei de 35,8 pontos em fevereiro e as pequenas de 35,5 pontos.

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