Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Confiança do setor de construção atinge maior nível desde janeiro de 2015

Índice calculado pela FGV já tem três altas consecutivas; resultado da eleição impulsionou resultado de novembro

Caio Rinaldi, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2018 | 11h36

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,9 pontos em novembro na comparação com outubro, atingindo 84,7 pontos, após ter alcançado 81,8 pontos no décimo mês do ano.

Após três altas consecutivas, o indicador atingiu o maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos), segundo dados divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

"Nos três últimos meses, as expectativas de recuperação da demanda e de melhoria dos negócios no curto prazo aumentaram a confiança dos empresários do setor, um movimento que foi impulsionado com o desfecho das eleições", diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV. 

"Paralelamente, o indicador de atividade mostra uma retomada ainda muito lenta, mas que já começa a repercutir sobre o emprego. Enfim, a atividade setorial ainda está muito aquém de sua média histórica, mas a direção é de retomada", observa a especialista.

A melhora das perspectivas de curto prazo foi o principal fator de influência sobre o movimento em novembro. O Índice de Expectativas apresentou alta de 4,8 pontos, chegando aos 95,8 pontos, recuperando o nível de janeiro. O destaque foi o componente que mede o otimismo com os negócios nos próximos seis meses, com alta de 7,0 pontos, marcando 96,5 pontos.

O Índice de Situação Atual teve expansão de 1,1 ponto em novembro, atingindo 74,1 pontos, retomando o nível de junho de 2015 (74,2 pontos). Neste indicador, a maior contribuição partiu do componente que mede percepção sobre o momento atual, com alta de 1,9 pontos, a 76,4 pontos, no maior nível desde março de 2015 (77,9 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade sofreu retração de 1,3 ponto porcentual, para 64,7%. Os segmentos de Mão de Obra e Máquinas e Equipamentos também tiveram queda, de 1,4 e 1,0 ponto porcentual, respectivamente.

O desconforto dos empresários da construção, em especial com os fatores que afetam negativamente a atividade, como demanda insuficiente, acesso a crédito bancário e limitações financeiras, está em trajetória descendente, diz a FGV. 

A edição de novembro de 2018 da Sondagem da Construção recebeu informações de 607 empresas, entre os dias 2 e 23 do mesmo mês.

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