Confiança dos consumidores nos EUA é a menor em quase dez anos

A confiança dos consumidores norte-americanos em relação à economia despencou em fevereiro ao menor nível em quase 10 anos, atingida por preocupações em relação às condições duvidosas no mercado de trabalho, ao desempenho das ações e à crescente ameaça de guerra e terrorismo. O índice foi a 64 em fevereiro, numa reversão de aproximadamente 15 pontos em relação a janeiro, quando estava em 78,8. O índice encontra-se no menor nível desde outubro de 1993, quando chegou a 60,5. A queda no nível de confiança surpreendeu os analistas de Wall Street, que esperavam queda bem menor, para 77. "As condições indefinidas no mercado de trabalho e nos mercados financeiros, a alta nos preços dos combustíveis, e o aumento da ameaça de guerra e terrorismo, parecem ter atingido os consumidores", disse Lynn Franco, economista do Conference Board. "A leitura da confiança deste mês projeta um cenário nebuloso, sem aparente perspectiva de recuperação no curto prazo", disse. Vendas de imóveis usados sobem 3% As vendas de imóveis existentes dispararam em janeiro nos Estados Unidos, atingindo nova máxima histórica. A Associação Nacional de Corretores informou que as revendas aumentaram para um média anualizada de 6,09 milhões de unidades em janeiro, o que correspondeu a um aumento de 3% sobre o nível de dezembro, que foi revisado para 5,91 milhões de unidades. Previamente, a associação tinha informado que a média anualizada de dezembro era de 5,86 milhões de unidades. "Enquanto a economia continua enfraquecida, o setor imobiliário segue robusto", afirmou o economista-chefe da associação, David Lereah. "Dada a demanda da população crescente e a visão de que os imóveis são um investimento seguro para tempos de instabilidades, deveremos continuar registrando vendas fortes", previu. As taxas de juros das hipotecas continuam servindo de atrativo para compra de imóveis nos EUA. Na semana passada, a taxa média de financiamento hipotecário de 30 anos renovou a mínima histórica, caindo para 5,84%, de 5,86% na semana anterior, de acordo com a agência Freddie Mac. As informações são da Dow Jones.

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