Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Confiança dos donos de pequenos negócios aumenta no Brasil

Para 42,9% dos empresários entrevistados, economia brasileira irá melhorar no próximo ano

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2017 | 15h05

BRASÍLIA - Apesar das incertezas com o impacto das eleições no crescimento, aumentou a confiança dos donos de pequenos negócios com a economia brasileira em 2018. Sondagem Conjuntural do Sebrae, obtida pelo Estadão/Broadcast, apontou que 42,9% dos empresários de micro e pequenas empresas acreditam na melhora da economia brasileira do País no próximo ano. É o maior porcentual de otimismo já registrado pela pesquisa do Sebrae. Em setembro, o índice era de 35,7%. Em junho, 31% dos empreendedores acreditavam na recuperação.

A pesquisa trimestral mostrou que 82% dos empresários não devem demitir em 2018, ano de Copa do Mundo. A grande maioria dos entrevistados (72%) aposta que a economia vai melhorar ou, na pior das hipóteses, ficar como está nos próximos 12 meses. Já 25,8% dos entrevistados acreditam que a economia irá piorar e 2,6% não souberam ou quiseram responder.

A Sondagem Conjuntural do Sebrae também verificou aumento na expectativa positiva em relação ao próprio faturamento das empresas. Em junho, o porcentual de entrevistados que apostavam na melhoria do desempenho do negócio era de 33,5%. Em setembro, passou para 39,3% e, em dezembro, subiu para quase 45%.

Os empresários das regiões Norte (51%) e Sul (49%) são os mais otimistas quanto ao faturamento de suas empresas. Os mais pessimistas são os empreendedores da região Nordeste, onde 23% acreditam que a situação da empresa vai piorar em 2018. O setor com perspectivas mais positivas em relação ao faturamento do negócio é o da Construção Civil, com 49% dos entrevistados prevendo ganhos maiores para as próprias empresas.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, os dados mostram que houve um deslocamento da economia da política no último trimestre do ano. "Tem um Brasil real que está tocando o dia a dia e que melhorou apesar da política", disse Afif. Na sua avaliação, o maior desafio para 2018 é fazer a queda da taxa Selic, que está em 7% (menor patamar da história), chegar aos tomadores dos empréstimos. "A queda dos juros não chega. Os bancos têm uma posição restritiva de quase oligopólio", criticou.

Ele destacou que a aprovação do Refis (parcelamento de débitos tributários) pelo Congresso, na semana passada, deve dar fôlego ao setor. Afif disse acreditar na aprovação da reforma da Previdência.

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A Sondagem Conjuntural do Sebrae também verificou aumento na expectativa positiva em relação ao próprio faturamento dos empresários. Em junho, o porcentual de entrevistados que apostavam na melhoria do desempenho do negócio era de 33,5%. Em setembro, passou para 39,3% e, em dezembro, subiu para quase 45%.

A pesquisa do Sebrae revelou, ainda, um ligeiro aumento na pretensão de contratação de funcionários para os próximos 12 meses. Em dezembro, 22% dos entrevistados afirmaram que querem ampliar vagas em 2018. A sondagem realizada em setembro mostrou que 21% pretendiam contratar nos meses seguintes e, em junho, o índice ficou em 12,7%.

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Apenas 9,7% dos empreendedores afirmaram que devem demitir funcionários ano que vem. Foi o menor porcentual de intenção de fechamento de vagas verificado nas três sondagens realizadas até o momento. Os donos de pequenos negócios da construção civil são os mais dispostos a contratar trabalhadores em 2018.

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