Confiança dos empresários é a menor desde outubro, diz CNI

O Índice Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a confiança do empresariado do setor caiu 9,3%, em julho ante abril - quando foi feito o último levantamento -, de 57,2 para 51,9. É o menor índice registrado desde outubro do ano passado. Pela metodologia utilizada na pesquisa, os indicadores variam de zero a 100, e os valores acima de 50 indicam confiança positiva. A pesquisa divide os empresários em duas categorias: grandes, de um lado, e pequenos-médios, de outro. Entre os grandes, o índice teve queda expressiva entre abril e julho, de 65,3 para 61,6. A queda entre os pequenos e médios foi de 4,7 pontos, de 54,7 pára 50. Segundo a CNI, "as perspectivas quanto à retomada do nível de atividade industrial para os próximos seis meses não são muito positivas", o que levou à queda da confiança. "A baixa confiança, somada à continuidade de um elevado custo do financiamento, nos leva a concluir que a atividade industrial permanec erá relativamente estável", afirmam os autores da pesquisa. Fraqueza da economia O fraco desempenho da economia no segundo trimestre deste ano frustou o empresariado brasileiro e foi determinante para piorar as expectativas do setor daqui para frente. Na avaliação do economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, o empresariado brasileiro apostava que o país iniciaria um ciclo do crescimento já a partir de abril, o que não se verificou. O único estímulo dado nesse sentido veio no final do mês passado, com a redução da taxa de juros, mas, ainda assim, a queda de 0,5 ponto porcentual foi considerada muito pequena. Segundo o economista, mesmo diante da possibilidade de o Copom efetuar um corte mais forte na taxa de juros (de até 2 pontos porcentuais), a expectativa dos empresários em relação ao crescimento econômico nos próximos seis meses é ruim. O índice de confiança de 51,9 registrado nessa última pesquisa reflete um baixo otimismo em relação aos próximos seis meses. "A queda nos juros leva tempo para se manifestar na economia real, o que só deverá ter algum impacto no final do ano", diz Castelo Branco, ressaltando que, se esse corte se concretizar, o País ainda terá taxa de juro real muito elevada. Confiança sobre economia é a mais baixa desde 1999 A confiança do empresário industrial quanto às condições atuais da economia ficou, em julho, no nível mais baixo desde a crise cambial de 99, informou há pouco a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento trimestral da entidade, agora em julho o índice apurado foi de 37,3, o menor desde abril daquele ano, quando se situou em 34,5. Na pesquisa anterior, de abril deste ano, a confiança em relação à economia do momento foi de 45,1, ou seja, a queda de uma pesquisa para outra foi de 17,3%. A expectativa do empresário em relação ao momento atual da economia é dividida em três partes: quanto a economia brasileira em específico, quanto ao setor de atividade e quanto às condições da empresa. Nos três casos, houve queda em julho na comparação com o levantamento anterior, de abril. A expectativa em relação ao momento atual da economia brasileira caiu de 45,2 em abril para 37,3 em julho, a expectativa quanto ao setor de atividade caiu de 41,3 para 32,9 e a em relação à empresa foi de 47,7 para 40,2. A pesquisa da CNI foi feita de 25 de junho até ontem e foi respondida por 1.157 pequenas e médias empresas e 228 grandes empresas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.