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Confiança está abalada e economia, em ritmo lento, diz Greenspan

O presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Alan Greenspan, disse que a economia dos Estados Unidos atingiu um "ritmo lento", já que a confiança das empresas e dos consumidores está abalada. Greenspan não ofereceu qualquer indicação sobre sua avaliação em relação as perspectivas de recuperação da atividade no país. Em depoimento ao Comitê Conjunto de Economia do Congresso, Greenspan afirmou que "várias forças continuaram a pesar sobre a economia", incluindo perdas nos mercados de ações, o efeito desfavorável dos escândalos contábeis, o enfraquecimento nos investimentos de capital e os "elevados riscos geopolíticos" - como a possibilidade de uma guerra com o Iraque. Os consumidores tornaram-se "mais cautelosos em suas compras" e os investimentos empresarias "ainda têm de mostrar vigor", disse Greenspan. Corte de jurosGreenspan afirmou que o mais recente corte nas taxas de juro norte-americanos deverá "mostrar-se útil", mas não assegurou se será capaz de gerar recuperação econômica. Greenspan afirmou que o juro foi reduzido porque a economia atingiu "ritmo lento", mas indicou que não está inclinado a cortar as taxas novamente. "A incerteza em relação à perspectiva econômica e os elevados riscos políticos fizeram as companhias evitar expandir suas operações, contratar novos trabalhadores e adquirir novos equipamentos", afirmou. No entanto, "assim que o nível atual de risco diminuir, os empresários aproveitarão para explorar oportunidades lucrativas de investimento, disponíveis pelos atuais avanços tecnológicos".Greenspan afirmou também que não está vendo sinais de deflação ou de queda dos preços nos EUA. Ele ressalvou que o Fed está se esforçando para monitorar os preços, de modo a assegurar que um cenário de deflação "não se insinue sem ser percebido". "Nossa opinião é a de que estamos a uma boa distância de uma situação em que forças deflacionárias possam se firmar", disse Greenspan. Segundo o presidente do Fed, "é mais fácil conter a inflação do que a deflação".

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 14h34

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