finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Confiança industrial tem 10ª alta seguida e bate nível pré-crise

Índice sobe 2,4% em novembro ante outubro, para o maior patamar desde agosto do ano passado, aponta a FGV

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

30 de novembro de 2009 | 08h30

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 2,4% em novembro ante outubro, segundo informou nesta segunda-feira, 30, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De outubro para novembro, o ICI subiu de 107,0 pontos para 109,6 pontos, na série com ajuste sazonal, o maior nível desde agosto do ano passado, segundo a FGV. Trata-se da décima alta seguida do indicador.

 

Veja também:

especial Um ano após auge da crise, economia do Brasil se recupera

especial Dicionário da crise 

especial Como o mundo reage à crise 

 

De acordo com a fundação, após a décima alta consecutiva, o ICI, que superou sua média histórica de 100 pontos em agosto passado, sinaliza a consolidação da recuperação da indústria após a crise financeira internacional. Na comparação com novembro do ano passado, o ICI registrou alta de 35,1%, bem superior à taxa positiva de 7,6% em outubro, nos dados sem ajuste sazonal. Esta foi a elevação mais intensa, neste tipo de comparação, desde julho de 2004.

 

A fundação também revisou para cima a taxa de variação do ICI apurada para o mês passado, de 2,7% para 3,3%. Ou seja: embora positiva, a taxa divulgada nesta segunda é menor do que a apurada para outubro. 

 

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve alta de 2,9% em novembro, ante aumento 1,4% em outubro, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou elevação de 1,8% em novembro, após registrar taxa positiva de 4,2% em outubro. Na comparação com novembro do ano passado, nos dados sem ajuste sazonal, houve aumentos de 29,9% e de 40,9%, respectivamente para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em novembro deste ano.

O índice da FGV é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. O levantamento para cálculo do índice foi feito entre os dias 3 e 25 deste mês, em uma amostra de 1.122 empresas informantes.

Tudo o que sabemos sobre:
indústriaconfiançaFGV

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.