Confiança na construção cai 10,2% na média trimestral, aponta FGV

Dado não sinaliza que o setor está em queda de atividade, mas patamar de crescimento deve ser menor

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

13 de dezembro de 2011 | 11h42

BRASÍLIA - O otimismo do setor da construção civil diminui a cada trimestre. Nova pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Banco Central (BC) mostram que o Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 10,2% na média móvel trimestral até novembro, na comparação com igual período de 2010. O ritmo de queda é menor que o observado no trimestre até outubro de 2011, quando a retração estava em 10,4%.

De acordo com a pesquisa, o ICST ficou em 125,1 pontos na média móvel trimestral até novembro, ante 127,7 pontos em outubro. O índice oscila de 0 a 200 pontos e pontuação acima de 100 sinaliza otimismo do setor. Abaixo desse patamar, portanto, há pessimismo. "O dado não mostra que o setor está em queda de atividade, sinaliza que a construção civil deve ter patamar diferente de crescimento, menor", explica Ana Maria Castelo, professora da FGV e responsável pela pesquisa.

A pontuação registrada em novembro foi a menor desde o começo da nova série histórica, iniciada em setembro de 2010. No ponto mais elevado da pesquisa, foram registrados 145,1 pontos no primeiro mês do levantamento.

Falta de mão de obra ainda preocupa

A escassez de mão de obra é o principal obstáculo à expansão do setor de construção civil. Entre os empresários do segmento, 36,2% apontam a falta de trabalhadores qualificados como principal problema do setor. Um ano atrás, em novembro de 2010, o transtorno era ainda maior e 43,6% do setor reclamava do tema.

Outro item ligado aos trabalhadores e que gera preocupação do setor é o custo da mão de obra, que é apontada por 10,8% dos empresários como limitador ao crescimento das empresas. Um ano atrás, era resposta de 6,8% dos empresários.

Fora do tema ligado aos trabalhadores, 26% dos empresários dizem que a competição dentro do próprio setor é um aspecto que limita o crescimento das companhias. O problema cresceu no último ano, uma vez que em novembro de 2010 o obstáculo era citado por 21,4% dos entrevistados.

Entre os demais problemas apontados na pesquisa, estão demanda insuficiente (13,3%), limitação financeira (8,4%), falta de crédito (6,1%), custo das matérias primas (4,7%) e escassez de terrenos (3,8%). Outros 17,9% dos entrevistados disseram que não há problemas atualmente que atrapalham os planos das empresas.

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