Confiança na construção recua 9,9% no 4º trimestre de 2011

Recuo do indicador reflete quadro atual de desaceleração da economia, que diminui ritmo de investimentos no setor 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

13 de janeiro de 2012 | 08h27

Texto atualizado às 9h45

RIO - Os empresários da construção civil continuaram a mostrar humor negativo no final do ano passado. Nova pesquisa lançada em dezembro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Banco Central (BC), mostra que o Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 9,9% na média móvel trimestral até dezembro de 2011, contra recuo de 10,2% no desempenho anterior, referente à média trimestral até novembro.

O ICST ficou em 125 pontos na média móvel trimestral até dezembro, ante 125,1 pontos em novembro. O índice vai até 200 pontos, sendo que pontuações acima de 100 sinalizam otimismo do setor. Abaixo deste nível, a indicação é de pessimismo. Para as instituições, o recuo do indicador reflete quadro atual de desaceleração da economia, que diminui ritmo de investimentos no setor.

Avaliações ruins sobre o momento presente e perspectivas negativas para o futuro conduziram à queda. Nos dois sub-índices componentes do ICST, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 12,8% em dezembro do ano passado, contra declínio de 13,5% em novembro de 2011. Já o Índice de Expectativa (IE-CST) apresentou queda de 7,1% ante recuo de 6,9% em novembro.

Segundo a FGV, das 704 empresas consultadas, a parcela de empresas que classificam como boa a situação atual dos negócios no setor caiu de 49,6% no quarto trimestre de 2010 para 34,8% em igual período de 2011. Na mesma comparação, subiu de 5,4% para 9,7% a fatia de entrevistadas que a consideram como ruim.

Nas respostas relacionadas ao futuro, a parcela de empresas que aguarda melhora nos negócios nos próximos seis meses caiu de 51,4% no trimestre finalizado em dezembro de 2010 para 42,9% em igual período de 2011. No mesmo período de comparação, o porcentual de pesquisadas que projetam piora subiu de 2,3% para 5,4%.

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