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Comércio popular em São Paulo registra aglomerações às vésperas do Natal Tiago Queiroz/ Estadão

Confiança no comércio cai 1,8 ponto em dezembro, para 91,7 pontos

Esta é a terceira queda consecutiva, afirma a FGV; em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 2,6 pontos

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2020 | 08h45

RIO - O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,8 ponto na passagem de novembro para dezembro, para 91,7 pontos, a terceira queda consecutiva, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 23. Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 2,6 pontos.

"A confiança do comércio encerra 2020 com a terceira queda consecutiva, interrompendo o ritmo de recuperação observado anteriormente. A piora mais uma vez foi influenciada pela queda dos indicadores sobre o momento presente, reflexo da cautela dos consumidores. Por outro lado, as expectativas avançam pelo segundo mês consecutivo, mas a análise ainda é de redução do pessimismo", avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

"Considerando todas as turbulências apresentadas no ano, o setor conseguiu se sobressair na recuperação, mas a elevada incerteza, o cenário complicado do mercado de trabalho e o final dos auxílios do governo se tornam um desafio para a continuidade dessa retomada."

Em dezembro, houve piora da confiança em três dos seis principais segmentos do comércio. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 6,1 pontos, para 93,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 2,6 pontos, para 90,1 pontos.

Segundo a FGV, passado o choque inicial provocado pela pandemia do novo coronavírus, o ISA-COM mostrou intensa recuperação, puxado primeiramente pelo consumo prioritário de bens essenciais e depois pelo aumento da demanda por bens duráveis. No entanto, o IE-COM ainda enfrenta dificuldade de atingir o nível pré-pandemia.

"Dessa forma, a diferença entre expectativas e situação atual se manteve constantemente negativa e chegou ao menor valor em outubro de 2020 (-18,5 pontos). Os últimos resultados mostram uma reversão dessa tendência, a distância entre os dois indicadores tem diminuído em consequência de uma recuperação das expectativas, que ainda se encontram em patamar baixo; e da sensação de piora com relação ao momento atual", apontou o relatório do indicador.

 A coleta de dados para a edição de dezembro da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 1 e 22 do mês, com informações de 801 empresas.

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INCC-M sobe 0,88% em dezembro

Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado, medido pela FGV, desacelerou o ritmo de alta; em novembro, alta foi de 1,29%; índice acumula alta de 8,66% em 2020, ante 4,13% em 2019

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2020 | 08h33

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) desacelerou o ritmo de alta em dezembro ante novembro, de 1,29% para 0,88%, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 23. Com o resultado, o índice acumulou alta de 8,66% em 2020 ante 4,13% em 2019.

A taxa de Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 2,45% para 1,76% entre novembro e dezembro, sendo que a parte referente a Materiais e Equipamentos desacelerou de 2,85% para 2,08%, com alívio em todos os subgrupos, destacando-se materiais para instalação (2,79% para 1,17%) e materiais para acabamento (2,61% para 1,44%). No ano, esse componente teve alta de 19,13%.

Já a taxa do indicador de Serviços teve alívio de 0,73% em novembro para 0,38% em dezembro, com contribuição mais significativa de refeição pronta no local de trabalho, que passou de 1,81% para 1,18%. Em 2020, a alta foi de 3,69%. No componente de Mão de Obra, a variação foi de 0,24% para 0,06% entre os dois meses e de 2,54% no ano.

Influências individuais

O único item listado pela FGV como influência de baixa em dezembro foi vale transportes (-0,12% para -0,25%). Em contrapartida, as principais contribuições individuais de alta foram vergalhões e arames de aço ao carbono (que desacelerou de 5,05% para 4,57%), tubos e conexões de ferro e aço (que arrefeceu de 7,87% para 6,08%), tijolo/telha cerâmica (2,56% para 3,82%), cimento Portland comum (que teve alívio de 3,00% para 2,68%) e esquadrias de alumínio (que desacelerou de 5,91% para 2,28%).

Capitais

Assim como o índice nacional, o INCC-M perdeu força em seis capitais: Brasília (1,32% para 0,64%), Belo Horizonte (1,04% para 0,88%), Recife (1,52% para 0,89%), Rio de Janeiro (1,27% para 0,94%), Porto Alegre (2,48% para 1,29%) e São Paulo (1,13% para 0,76%). Em contrapartida, Salvador mostrou aceleração de 0,83% para 1,17%.

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