Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Confio no patriotismo dos parlamentares para aprovar crédito suplementar

No início desta tarde, a autorização de crédito no valor de R$ 248,9 bilhões foi aprovada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO)

Francisco Assis, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2019 | 18h50

O presidente Jair Bolsonaro disse estar confiante no patriotismo dos parlamentares para aprovar o crédito suplementar entre esta terça-feira, 11, e quarta, 12.

No início da tarde desta terça, a autorização de crédito no valor de R$ 248,9 bilhões foi aprovada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). No entanto, o projeto ainda precisa passar pelo plenário do Congresso. O governo precisa de maioria absoluta nas duas Casas: 257 deputados e 41 senadores.

“Nós sabemos que sem a aprovação do PLN 04, não é que a gente vai cortar ou não queira pagar. É que não vai ter recursos para pagar pessoas que necessitam, como os beneficiários do Bolsa Família, do BPC e problemas virão mês após mês. Nós não queremos isso e isso não é do meu governo. Esse problema econômico já vem dos outros governantes e nós queremos simplesmente honrar compromissos exatamente com os que mais necessitam”, disse Bolsonaro.

“Eu acredito no patriotismo do Parlamento Brasileiro que aprovarão este projeto de hoje para amanhã”, disse o presidente durante rápida coletiva de imprensa no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ao lado do governador João Doria e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ainda que está otimista que a reforma da Previdência pode ser aprovada com pouca desidratação. "Como nosso ministro da Economia vem falando, choque de boas notícias teremos a partir deste momento", disse em rápida entrevista coletiva que concedeu ao lado do governador de São Paulo, João Doria, no saguão da ala das autoridades no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Estavam presentes o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra.

Bolsonaro também disse que viu como um ato bem-vindo a reunião de governadores que ocorreu mais cedo em Brasília em apoio à reforma previdenciária. Ele afirmou que a inclusão dos Estados e municípios na reforma continua sendo uma interrogação dentro do Parlamento, mas que no mundo da política as coisas vão de um lado para o outro. "Nós gostaríamos que todo mundo fosse incluído numa reforma única. Agora, em grande parte quem vai decidir isso aí é o Parlamento brasileiro".

E ainda comparou a aprovação da reforma da Previdência à Batalha de Riachuelo, em referência à Batalha  Naval do Riachuelo,  travada em 11 de junho de 1865 às margens do arroio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina. "Hoje comemoramos a Batalha de Riachuelo e a nossa Batalha de Riachuelo é a reforma da Previdência num momento tão crucial para o Brasil, disse o presidente.

Paulo Guedes

O presidente ainda afirmou que, ao conhecer o ministro Paulo Guedes, antes mesmo da campanha presidencial, "tinha ideias diferentes" às do economista, mas afirma ter se convertido. "Eu me converti à economia de Paulo Guedes", disse, completando: "Nasceu quase uma paixão entre nós". 

Ele frisou que deu carta branca ao ministro, bem como aos outros chefes de pastas, e "100% de autoridade para compor o ministério".

De acordo com Bolsonaro, após a aprovação da reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes vai entrar em campo para desburocratizar e diminuir impostos.  Para a plateia de empresários, na Fiesp, ele frisou a Guedes: "Paulo, em quantidade e porcentual também, quero deixar claro". 

Ele afirmou ainda aos empresários que eles têm um governo aberto ao setor produtivo. "Nunca os senhores terão um governo tão aberto para os senhores", disse. 

O presidente disse que é necessário se preocupar com a Argentina e que cada um tem que fazer o que puder pelo país vizinho. "O que nós juntos pudermos fazer, temos que fazer, não podemos ficar esperando", mas sem dar mais detalhes dos planos que estão na mesa. 

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