Confira os critérios e os prêmios da pesquisa

Confira os critérios e os prêmios da pesquisa

Como o CLP avalia os Estados, compara o Brasil com outros países e seleciona vencedores em três categorias

Luana Tavares*, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 05h00

O Ranking de Competitividade dos Estados, criado em 2011, é uma pesquisa anual feita pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com apoio da Tendências Consultoria Integrada e da Economist Intelligence Unit (EIU), uma empresa do grupo controlador da revista britânica The Economist.

O ranking é produzido com base no desempenho dos Estados em dez pilares – capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social – formados por 66 indicadores.

Os Estados mais e menos competitivos são definidos de acordo com o desempenho em cada indicador e nos diferentes pilares do levantamento. A nota geral de um Estado depende da nota dos demais. O Estado com a melhor performance recebe nota 100 e o pior, nota zero. As notas dos demais são calculadas entre os dois extremos.

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Além disso, para a apuração do ranking, os pilares recebem pesos diferentes, conforme a relevância de cada um para a competitividade dos Estados. Os três pilares de maior peso são segurança pública (13,3%), infraestrutura (13%) e sustentabilidade social (12,4%). O peso dos outros pilares varia de 6,8% (inovação) a 11,8% (solidez fiscal).

Arena global. Dos 66 indicadores, 35 também são apurados nos países da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) e permitem uma comparação internacional da competitividade dos Estados brasileiros e do País. Oferecem, ainda, uma visão precisa dos desafios que o Brasil tem pela frente na arena global.

Para o cálculo da média geral dos países da OCDE e do Brasil, não há atribuição de pesos aos indicadores. As notas em cada indicador são somadas e divididas pelo total de indicadores do país na pesquisa. As notas de cada país dependem de sua posição em relação ao Estado brasileiro mais bem colocado nos diferentes indicadores. Os países com desempenho superior ao do Estado brasileiro melhor posicionado recebem notas acima de 100 e os que têm performance inferior ao Estado pior colocado, notas abaixo de zero.

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A partir de 2016, em reconhecimento aos Estados brasileiros que adotaram políticas para a melhoria da gestão pública e de sua competitividade, o CLP criou o Prêmio Excelência em Competitividade, com três categorias, cujos vencedores serão anunciados hoje, em São Paulo: Destaque Crescimento, Destaque Internacional e Destaque Boas Práticas.

Neste ano, o Estado com a maior variação positiva na pesquisa nos últimos três anos, nos três pilares de maior peso, receberá o prêmio Destaque Crescimento. O Estado que alcançou o maior número de indicadores com notas acima da média da OCDE receberá o prêmio Destaque Internacional. Por fim, o Destaque Boas Práticas reconhecerá as três melhores políticas públicas estaduais, com base em cases apresentados pelos próprios Estados. A escolha foi feita por uma comissão de especialistas e levou em conta o potencial de legado para o Estado, os resultados, a inovação, a isonomia e as áreas em que se concentram os maiores desafios.

* DIRETORA EXECUTIVA DO CENTRO DE LIDERANÇA PÚBLICA (CLP), ESPECIALIZADA EM GESTÃO ORGANIZACIONAL E PROJETOS DE MELHORIA DE GESTÃO PÚBLICA 

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