Confirmado foco de aftosa no Paraguai

O Centro Panamericano de Combate à Febre Aftosa (Panaftosa), vinculado a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), confirmou hoje, ao governo brasileiro, a existência de febre aftosa no Paraguai. Exames laboratoriais feitos pelo Panaftosa, confirmaram que existem dois animais contaminados pelo vírus, na estância São Francisco, localizada no município de Corpus Christi, na província de Canindeyú, fronteira com o Mato Grosso do Sul. As informações do Panaftosa foram repassadas ontem ao ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que fez pessoalmente a divulgação da descoberta. A fronteira entre Brasil e Paraguai encontra-se fechada desde o dia 23 de setembro passado, quando o serviço estadual de sanidade animal do Mato Grosso do Sul denunciou a suspeita de aftosa no país vizinho. Depois de muita resistência, as autoridades sanitárias do Paraguai permitiram que uma comissão do Panftosa investigasse a existência ou não da doença em seu território. Pratini de Moraes disse que o governo irá reforçar a vigilância em toda a área de fronteira com o Paraguai, podendo solicitar o uso de tropas das Forças Armadas para a divisa com o Paraná, a exemplo do que já vem ocorrendo no Mato Grosso do Sul. ?A fronteira com o Paraguai permanecerá fechada assim como será mantida a proibição para o ingresso de animais suscetíveis à doença e produtos e subprodutos de origem animal?, disse Pratini. Como conseqüência do foco de aftosa, o Paraguai corre o risco de perder o título obtido junto ao Escritório Internacional de Epizootias (OIE) ? com sede em Paris e que delibera sobre as questões de sanidade animal em nível mundial ? de livre da aftosa com vacinação desde maio de 1997.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.