Confirmados mais dez focos de febre aftosa em MS

Mais dez focos de febre aftosa foram confirmados nesta terça-feira pelo Ministério da Agricultura. Com isso, já são 21 os casos notificados. Os novos focos estão na chamada "zona tampão", formada por cinco municípios de Mato Grosso do Sul (Eldorado, Japorã, Novo Mundo, Iguatemi, Itaquiraí), isolada desde o início da crise. Além disso, mais dois países anunciaram que suspenderão a compra de carne brasileira: Cabo Verde e Malásia. Dessa forma, já são 49 os países que decretaram embargo total ou parcial. Os focos estão em assentamentos localizados em pequenas propriedades próximas umas das outras, em Japorã. O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano, informou que o Brasil ainda não decidiu se vai comunicar apenas um foco - o que seria possível, nesse caso - ou cada caso de forma isolada. Os 21 casos confirmados, porém, segundo Caetano, não preocupam o governo. "Estaríamos preocupados se houvesse suspeita fora dos municípios interditados", disse. Boa notícia No Paraná, as suspeitas de focos não foram confirmadas. Até o momento, as análises indicam que o rebanho está livre de aftosa. Caetano informou que foram negativos os resultados dos exames, mas o laboratório do ministério em Belém fará uma segunda análise com material colhido do esôfago e da faringe dos animais, cujo resultado deverá ser divulgado até o final desta semana. A demora, explica, é normal: "Até agora não foi possível isolar o vírus, mas precisamos ter segurança." Por causa das suspeitas não descartadas, quatro municípios do Paraná foram incluídos na área de risco sanitário definida hoje pelo Ministério da Agricultura em instrução normativa. A área abrange os cinco municípios do Mato Grosso do Sul e também quatro cidades paranaenses (Amaporã, Loanda Grande Rios, Maringá). Os 32 municípios limítrofes formam uma área de risco prévio, com restrições mais brandas. Nos nove municípios da área de risco, está proibida a saída de animais suscetíveis à enfermidade, seus produtos, subprodutos e materiais de multiplicação (sêmen, embriões) para os mercados nacional e internacional. O trânsito desses produtos nas regiões de risco será disciplinado pelo serviço veterinário estadual. Os 32 municípios paranaenses poderão comercializar, no Estado, os produtos e subprodutos (cárneos e lácteos, industrializados ou não) que tenham passado por tratamento capaz de neutralizar o vírus da aftosa, desde que autorizados pelo serviço veterinário oficial. Caetano explicou que os municípios paranaenses foram interditados por questão de segurança. Embargo internacional De acordo com o Ministério da Agricultura, Cabo Verde suspendeu as compras de carne bovina e suína de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. A Malásia só autorizou a compra de carne bovina de animais abatidos em dois frigoríficos: um em Mato Grosso do Sul, fora da área interditada, e o outro em José Bonifácio, em São Paulo. O frigorífico do Mato Grosso do Sul tem permissão para vender para a Malásia desde que os animais abatidos não venham da "zona tampão".

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