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Conflito entre Turquia e curdos impacta petróleo, diz Petrobras

Segundo José Gabrielli, porém, estatal não pretende repassar ajustes para os preços dos combustíveis no Brasil

RAQUEL MASSOTE, Agencia Estado

17 de outubro de 2007 | 15h46

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comentou nesta quarta-feira, 17, em Belo Horizonte que um possível agravamento do conflito entre Turquia e o Iraque pode ter impacto no mercado de petróleo no curto prazo, "já que o Iraque é uma grande área de produção e a Turquia é uma grande área de transporte". Nesta quarta, o Parlamento da Turquia aprovou por ampla maioria uma possível ofensiva militar contra os rebeldes curdos no Norte do Iraque. Segundo a análise do presidente da Petrobras, a limitação na capacidade de refino da indústria petrolífera mundial, além dos estoques reduzidos, favorece a volatilidade nos preços do barril no curto prazo, seja por conta da especulação financeira, do movimento de capitais no mercado futuro da commodity ou de especulações de crises geopolíticas. No longo prazo, segundo ele, a reposição das reservas implica no aumento dos custos por conta de uma série de pressões. Apesar disso, o executivo reiterou que a companhia não pretende repassar ajustes e volatilidade de preços no curto prazo do mercado internacional para os preços dos combustíveis. "No curto prazo, não vamos repassar ajustes e volatilidade de curto prazo do mercado internacional para o mercado brasileiro", disse. Mercado O aumento da tensão na fronteira entre o Iraque e a Turquia levou os preços do petróleo a bater novos recordes nesta quarta. Às 14h20, o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) subia 0,97%, a US$ 88,45, após tocar o recorde de US$ 89.  Os investidores temem que uma incursão turca no Iraque em busca de rebeldes curdos poderia interromper o fornecimento de petróleo vindo do norte do Iraque. Além disso, o enfraquecimento do dólar e a perspectiva de que a demanda pela commodity continuará alta durante o último trimestre do ano e também em 2008 influíram na elevação dos custos. A alta nos preços do petróleo, porém, não foi suficiente para mudar a tendência das bolsas ao redor do mundo, que operam em alta. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilava em torno dos 62.491 pontos, com alta de 1,25%. As ações preferenciais da Petrobras chegaram a cair pela manhã, mas não ignoraram a alta do petróleo e passaram a subir 0,44%, às 14h07. No exterior, balanços positivos do setor de tecnologia - Intel, Yahoo e IBM (veja mais detalhes em mercados internacionais) deram ímpeto, estruturando um cenário de compras de ações em Wall Street e retomada de apetite ao risco. Às 13h56, o Dow Jones subia 0,16%; o S&P 500, 0,45% e o Nasdaq, 1,25%. As ações da Cisco Systems, acusada de montar um esquema de fraudes para driblar o pagamento de impostos no Brasil, subiam 1,02%, no pregão eletrônico da Nasdaq.

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