Confusão em aeroportos abala lucro da Gol no 4º trimestre

Os atrasos e cancelamentos de vôos que incomodaram os brasileiros no final do ano passado tiveram efeitos sobre os resultados da Gol, a segunda maior companhia aérea do País em número de passageiros transportados. A companhia fechou o quarto trimestre de 2006 com um lucro líquido de R$ 92,7 milhões, uma queda de 45,7% em relação ao lucro apurado no mesmo período de 2005. "Efeitos externos no trimestre - cancelamento de vôos, desestímulos na demanda e aumento de no-shows devido aos atrasos no controle de tráfego aéreo - impactaram negativamente os yields e as taxas de ocupação", afirmou a Gol em comunicado. "Estimamos que a receita tenha sido reduzida em, aproximadamente, R$ 150 milhões, e os custos aumentados em R$ 41 milhões", acrescentou. A Gol teve uma queda de 30% nas vendas de passagens em dezembro na comparação com o volume registrado em novembro. Apesar disso, a companhia conseguiu encerrar o quatro trimestre de 2006 com participações no mercado regular doméstico e internacional de 37% e 13%, respectivamente, ante 30% e 3% no final de 2005. A receita líquida da empresa no último trimestre de 2006 somou R$ 1,012 bilhão, um aumento de 23,2% em relação ao mesmo período de 2005. O Ebtida (geração de recursos da empresa em sua atividade, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos) somou R$ 136,4 milhões, o que resultou em uma margem de 13,5%. No quatro trimestre de 2005, o Ebtida da Gol foi de R$ 187,3 milhões. Ainda assim, a Gol conseguiu fechar seu balanço de 2006 com um aumento de 10,9% em seu lucro líquido anual, que passou de R$ 513,230 milhões, em 2005, para R$ 569,137 milhões. O retorno sobre patrimônio líquido foi de 25,8% e o retorno sobre ativos foi de 13,2%.

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