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Congressistas dos EUA querem fim da barreira do etanol

Para políticos norte-americanos, tarifas sobre a importação do álcool brasileiro 'não fazem sentido'

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo,

29 de novembro de 2007 | 15h46

Congressistas norte-americanos defenderam nesta quinta-feira, 29, na Câmara dos Deputados, a eliminação das barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos sobre a importação de etanol do Brasil antes de 2009. "Essas barreiras não fazem sentido", afirmou o congressista Eliot Engel (Democrata de Nova York), presidente da Subcomissão para o Hemisfério Ocidental da Câmara norte-americana e líder de uma delegação bipartidária do Congresso de seu país em visita ao Brasil. "A eliminação das barreiras pode ser adiantada e ocorrer antes de 2009", acrescentou Gregory Meeks, também Democrata de Nova York. Em março passado, quando foi assinado o Protocolo de Cooperação Brasil-Estados Unidos na área dos biocombustíveis, o presidente norte-americano, George W. Bush, declarou em São Paulo que as barreiras continuariam intactas até, pelo menos, 2009, quando expira o atual regime para o setor. Essa atitude incentivou o investimento de empresas brasileiras em países centro-americanos e caribenhos que, atualmente, contam com livre acesso ao mercado de etanol dos Estados Unidos. Meeks, entretanto, destacou que um futuro entendimento sobre o comércio de etanol deve ser estendido também às trocas de bens industriais e de serviços. "Temos de falar também nas barreiras do Brasil às importações nesses setores", completou. Venezuela Engel declarou que a decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de romper relações diplomáticas com a Colômbia causa preocupação e reforça a necessidade de os Estados Unidos buscarem a independência energética, a exemplo do Brasil.  Para Engel, o governo Chávez mostra-se cada vez mais "bizarro". "Os Estados Unidos devem seguir o caminho do Brasil de independência na área de energia", afirmou o congressista. "Quando falo nessa independência, penso especificamente na Venezuela. O presidente Chávez vem adotando um comportamento cada vez mais estranho, bizarro. Essa disputa com a Colômbia é uma prova dessa tendência", completou Engel, logo ao final de um encontro com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Esse cenário, segundo Engel, reforça a importância da relação Brasil-Estados Unidos, "países que compartilham o apreço aos valores democráticos", e a necessidade de aprofundá-la, não só no campo da energia como também na área comercial. "Chávez parece ter sua própria agenda e caminha no sentido oposto", resumiu. Meeks acrescentou que o Brasil pode desempenhar um "papel importante" tanto na restauração do diálogo entre a Venezuela e a Colômbia como no prosseguimento das negociações do governo colombiano de um acordo humanitário com a Força Armada Revolucionária da Colômbia (Farc) - antes intermediada pelo próprio Chávez.  "O Brasil é um país chave nessas questões porque é uma economia e uma democracia estável e porque seu governo soube promover a ajuda aos pobres com responsabilidade econômica. É isso que a região precisa", afirmou.

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