Marcos de Paula/ Agência Estado
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Antônio Penteado Mendonça
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A importância do congresso dos corretores de seguros

Encontro acontece em um momento de mudanças, e setor vê o surgimento de players com propostas inéditas

Antonio Penteado Mendonça, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2022 | 04h00

Entre 3 e 5 de março acontece, em Campinas (SP), o 22.º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. Apesar de muita gente estar preocupada com a data do congresso e o atual estágio da pandemia, com alto número de óbitos causados pela covid-19, a organização garante que tomou todas as medidas necessárias para proteger a saúde dos participantes, exigindo desde a apresentação dos atestados de vacinação até testes negativados de todos os congressistas. Além disso, haverá suporte para toda e qualquer necessidade referente ao coronavírus no local do evento.

O congresso acontece num momento de mudanças, e seu tema tem tudo a ver com o futuro da atividade. 

Com o mote “O Setor de Seguros e o Corretor, Realidade e Perspectivas”, a organização coloca na mesa os pontos mais relevantes para pautar o amanhã dos corretores de seguros. E, para participar do grande debate, convidou alguns dos principais nomes do setor, além de especialistas que podem contribuir com suas experiências para o sucesso do evento e – muito mais – para o sucesso profissional dos corretores de seguros.

Num momento em que, em virtude de ações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o setor de seguros vê pela primeira vez surgir players com desenhos e propostas inéditas, a realidade do corretor passa por dúvidas e incertezas, que precisam ser discutidas para se verificar até que ponto as inovações introduzidas são vantagens ou desvantagens e até que ponto podem alavancar ou atrapalhar a atividade.

O corretor de seguros é responsável pela imensa maioria das vendas de apólices no Brasil. Pode-se dizer que o corretor de seguros é praticamente o único canal de distribuição de seguros no País. E mais, pode-se dizer que ele é competente em sua missão.

Mas a penetração do seguro na sociedade brasileira é baixa. Menos de 30% da frota de veículos tem seguros, a imensa maioria das residências não é segurada, grande número de empresas ou não tem seguros ou, se os tem, é para cumprir tabela. Seguros de responsabilidade civil são raros, como os são os seguros para os eventos climáticos e risco cibernéticos.

Novas companhias, embaladas no “Sand Box” da Susep, falam abertamente em venda de seguros sem o corretor, em novos produtos com outros desenhos, em utilizar massivamente a internet como canal de distribuição direta.

De outro lado, os novos riscos que ameaçam o planeta estão fora do radar da maioria dos corretores de seguros. Riscos ambientais, pandemias, riscos cibernéticos e mesmo desenhos mais sofisticados de seguros de veículos, como carros compartilhados, não são assuntos tratados rotineiramente nas corretoras brasileiras.

Ao atacar esses temas, o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros coloca na mesa não apenas a discussão de como tratá-los, mas, principalmente, como o corretor de seguros deve se posicionar em relação ao que vem pela frente. As mudanças estão acontecendo. Não acreditar nelas e não ouvir quem conhece é não ser inteligente.

*Economista, foi diretor de Política Monetária do BC e professor de Economia da PUC-SP e da FGV-SP. E-mail: luiseduardoassis@gmail.com

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