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Congresso dos EUA quer investigar manipulação cambial do yuan

Legisladores, que criticaram omissão de Obama, estudam proposta de tarifa sobre importações da China

Nathalia Ferreira, da Agência Estado,

20 de novembro de 2009 | 09h38

Legisladores dos EUA criticaram o governo do presidente Barack Obama nesta última quinta-feira, 19, por não pressionar a China o suficiente sobre seu regime cambial rígido, preparando o terreno para impor tarifas de importação sobre produtos chineses. Enquanto Obama retornava de viagem sem nenhuma promessa da China de tornar o yuan flexível, legisladores Republicanos e Democratas enviaram uma carta ao Departamento do Comércio pedindo uma investigação sobre "a manipulação cambial da China", informou o Wall Street Journal.

 

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É um "primeiro passo potencial em um processo que pode levar a significativas tarifas impostas pelos EUA sobre importações da China", disse o senador Democrata Charles Schumer, que escreveu a carta em conjunto com o senador Republicano Lindsey Graham.

 

O governo Obama, assim como o governo Bush antes, recusou-se a rotular a China como manipulador de câmbio dentro da lei que exige que a administração determine se alguma economia estrangeira manipula sua moeda em relação ao dólar.

 

A ação bipartidária ontem pedindo a investigação foi "um caminho alternativo para formalmente repreender a China", disse Schumer.

 

"Se a agência determinar que as práticas de câmbio da China correspondem a uma forma de subsídio que é contestável dentro dos acordos internacionais de comércio, os chineses estarão sujeitos a duras penalidades", afirmou ele.

 

Legisladores e diversos grupos industriais alegam que Pequim está artificialmente enfraquecendo o valor do yuan para impulsionar sua competitividade nas exportações, o que, segundo eles, seria o responsável pelo déficit comercial recorde de US$ 268 bilhões com a China no ano passado.

 

Nesta última quinta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, enfrentou duro questionamento sobre o yuan de legisladores, durante audiência do comitê econômico congressional conjunto. Geithner assegurou os legisladores de que estava confiante de que a China vai permitir que sua moeda seja mais flexível, citando o compromisso que Pequim fez em deixar que o yuan flutue. As informações são da Dow Jones.

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