Congresso e Casa Branca fecham acordo para pacote de US$789 bi

Negociadores parlamentares anunciaram na quarta-feira um acordo para aprovar um pacote de 789 bilhões de dólares para promover gastos públicos e reduções fiscais, o que representa uma grande vitória para o presidente Barack Obama em seus esforços para recuperar a economia. Mas, num possível entrave de última hora, os negociadores adiaram uma reunião destinada a votar o acordo, para que senadores e deputados fossem informados dos detalhes. A Câmara e o Senado já haviam aprovado versões paralelas do pacote de estímulo econômico, mas com diferenças que precisavam ser conciliadas. Um assessor parlamentar disse que ainda não havia acordo sobre o dinheiro para a construção de escolas e para os Estados, duas áreas em que havia fortes divergências entre republicanos e democratas. O Senado havia cortado 16 bilhões de dólares da verba para as escolas e 40 bilhões de dólares para os Estados, mas Obama queria recuperar esses itens. O objetivo do pacote é reverter uma forte recessão que começou há 14 meses, e as notícias sobre um acordo animaram os mercados. A votação do projeto final na Câmara e no Senado deve ser marcada para ainda esta semana. Obama pretende usar a maioria democrata no Congresso para aprovar rapidamente um pacote que ajude a criar ou salvar até 4 milhões de empregos, numa economia que já registrou milhões de demissões. Mas o pacote praticamente não recebeu apoio da oposição republicana, que é contra grandes gastos públicos, e a divergência mostra a magnitude do desafio de Obama para cumprir sua promessa eleitoral de superar as divisões partidárias. Negociadores na Câmara e no Senado aceitaram cancelar propostas anteriores. "Cada indicador econômico e cada dia que passa nos lembram de como devemos agir, e agir robusta e rapidamente", disse o líder da maioria no Senado, Harry Reid, ao anunciar o acordo. "Como qualquer negociação, esta envolveu dar e receber." Os negociadores trabalharam incessantemente para fundir o projeto da Câmara, num valor de 820 bilhões de dólares, com o do Senado, de 838 bilhões de dólares. A pressa se deve ao fato de que Obama estabeleceu a meta de sancionar o pacote na segunda-feira. Sem esse pacote, o presidente, no cargo há menos de um mês, diz que o país enfrentaria uma "catástrofe" econômica. (Reportagem adicional de Donna Smith e Jeremy Pelofsky)

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