Congresso vai discutir piso salarial para policiais

Luiz Eduardo Soares, secretário nacional de Segurança Pública, disse no início da tarde de hoje, que o atual modelo do Fundo Nacional de Segurança Pública não foi uma opção do governo Lula. Ele destacou - durante o seminário de discussões sobre a implantação do Sistema Único de Segurança Pública no Rio Grande do Norte, no auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) - que o fundo não dispõe de recursos para melhorar os vencimentos de policiais. "Defendemos a implantação de um piso salarial para os profissionais militares e civis das policias estaduais, mas esse debate deve ser realizado no Congresso Nacional, pois é quem pode alterar a legislação sobre o fundo", enfatizou o secretário. Soares deixou no ar que o piso seria uma discussão para a elaboração do orçamento de 2004.Foi uma resposta de Soares aos protestos de policiais civis do Rio Grande do Norte, em greve há cinco dias por melhores salários. O secretário defende que a questão salarial deve ser discutida sem demagogia. "Obviamente que não poderemos pagar os salários dos policiais de Brasília, os mais altos. Deve ser tirada uma média do que é pago nos Estados", observou ao salientar que o próprio volume de recursos da União para repasse às unidades da federação para investimentos em segurança, este ano, de R$ 404 milhões são insuficientes. Segundo dados do próprio secretário, existem 550 mil profissionais da Segurança Pública no Brasil. Se este volume disponível fosse repartido em partes iguais daria R$ 720,00 para cada policial."Estamos indo atrás de instituições como o Banco Mundial, com boas chances, de conseguir US$ 1,5 bilhão para aplicação no setor", frisou ao sinalizar que a quantia pode auxiliar na implantação de um piso nacional para os policiais. "Mas não há nada concreto", fez questão de enfatizar. Luiz Eduardo afirmou que nenhum estado deixará de receber recursos para segurança se não aderir ao Sistema Único. "Não existe chantagem".

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