Conheça os problemas das 10 campeãs de queixas

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado a Secretaria de Justiça de São Paulo, anunciou a lista com as reclamações contra empresas e fornecedores de produtos e serviços referente ao período de janeiro a dezembro de 2000. Veja abaixo a relação das empresas e os problemas que causaram aos consumidores de São Paulo.Telefônica Telecomunicações de São Paulo - 1º lugarA Telefônica foi a líder em reclamações no ano passado. O Procon-SP protocolou 688 queixas contra a empresa. Cobrança indevidas de ligação e cobrança não reconhecida de serviços na fatura mensal são os principais problemas registrados contra a empresa. Apesar de ocupar o primeiro lugar do ranking de reclamações, o número de queixas contra a empresa caiu em relação a 1999, quando mais de 10 mil consumidores registraram reclamações contra a operadora.Em 1999, a empresa apresentou problemas com relação a instalação e transferência de linhas. De acordo com o Procon-SP, estes problemas foram normalizados. A diretora de atendimento ao consumidor do Procon-SP, Maria Lumena Balaben Sampaio, ressalta que em 2000 os consumidores apresentaram muitas dúvidas com relação às faturas mensais de cobrança. "A Fundação já enviou um pedido a empresa para detalhar melhor a sua fatura mensal. Assim poderíamos evitar problemas de cobrança indevida", avisa. Transpex Ltda - 2º lugarA vice-campeã de reclamações já fechou as portas e deixou os consumidores na mão. A Transpex foi responsável pela venda e anúncio de adesivos emagrecedores. A empresa funcionou apenas no primeiro trimestre de 2000 e foi responsável por 602 queixas no Procon-SP.As principais reclamações foram com relação à não-entrega do produto e propaganda enganosa, pois o adesivo emagrecedor não surtia os efeitos prometidos em anúncios publicitários. "A empresa tinha sede em Miami e um escritório no Brasil. Vendia os adesivos por telemarketing e não entregava", explica a diretora-executiva do Procon-SP, Maria Inês Fonozaro.Os consumidores que tentaram comprar o adesivo perderam o dinheiro. A empresa foi fechada pela Polícia Civil e seus proprietários sumiram com o dinheiro. O inquérito que apura as denúncias dos consumidores continua em andamento.Sabesp - 3º lugarA companhia que é responsável pelo abastecimento de água e saneamento básico do Estado recebeu 388 reclamações no ano passado. Os principais problemas sofridos pelos consumidores são a troca de hidrômetro sem aviso prévio, cobrança indevida e corte parcial e total do serviço. De acordo com o Procon-SP, a Sabesp, apesar de ocupar a terceira colocação, procura facilitar a solução de problemas com os consumidores. A empresa está realizando a elaboração de orçamento e alteração da porcentagem do pagamento das multas por atraso e implantou um sistema eletrônico de atendimento de solicitações e reclamações de seus clientes.Embratel - 4º lugarCobranças indevidas de ligações internacionais e para telessexo são os problemas enfrentados pelo consumidor que utiliza os serviços da Embratel. Em 2000, o Procon-SP recebeu 328 queixas. A separação das contas de chamadas locais e internacionais foi a principal responsável pelo grande número e registros contra a empresa.Em novembro do ano passado, a empresa assinou um termo de conduta com o Procon-SP a fim de adequar o sistema de chamadas internacionais e para telessexo. Agora o consumidor recebe um aviso de confirmação de chamada para estes tipos de ligação. O acordo reduziu o número de reclamações de cobrança indevidas, segundo o Procon-SP.Sharp do Brasil - 5º lugarOs consumidores paulistas registraram 258 reclamações contra a Sharp do Brasil no ano passado. A diretora de atendimento do Procon-SP destacou que as principais queixas foram contra o consórcio de bens da empresa, que não entregou o prêmio para diversos clientes.Eletropaulo - 6º lugarAssim como as outras empresas que prestam serviços essenciais à população, a Eletropaulo é alvo de reclamações dos consumidores que sofrem com cobranças indevidas e corte nos serviços. No ano passado, o Procon-SP registrou um total de 255 reclamações contra a empresa.Segundo a diretora-executiva do Procon-SP, a privatização da energia elétrica não ajudou a reduzir os problemas que afetam os consumidores. "Os consumidores ainda enfrentam muitas dificuldades para serem atendidos com qualidade pela Eletropaulo", alerta.Credicard - 7º lugarAs reclamações protocoladas no Procon-SP contra a Credicard refletem bem as queixas contra todas as administradoras de cartões de crédito. As principais reclamações são: cobrança indevidas, envio de cartão sem solicitação prévia e dificuldades para cancelamento do serviço. No ano passado foram registradas 196 queixas contra a Credicard. Segundo o Procon-SP, os consumidores apresentam muitas dúvidas com relação a cobrança de anuidade e das taxas de juros. BCP Telecomunicações - 8º lugarO seguro dos aparelhos celulares da BCP foi o principal problema registrado pelos consumidores em São Paulo. Apesar de vir descontado todos os meses na fatura de cobrança, o consumidor pouco sabe sobre o seguro oferecido pela operadora, que não dava ao cliente nenhum tipo de apólice. Em 2000, foram protocoladas 180 reclamações. Outro problema constatado pelos técnicos do Procon-SP foi o lançamento indevido de ligações na fatura mensal de alguns clientes. Banco Bradesco - 9º lugarO Bradesco, assim como outras instituições financeiras, apresentou problemas no seu atendimento eletrônico. Os seus clientes queixaram-se pela ocorrência de saques indevidos, transferências não-reconhecidas e cobrança de tarifas não discriminadas em extratos. O Procon-SP registrou em 2000 um total de 154 reclamações contra a instituição.Golden Cross - 10º lugarPrimeira colocada entre os planos de saúde, a Golden Cross, apresentou problemas com atendimento aos seus conveniados, reajustes por faixa etária, rescisão ou alteração de contrato, reeembolso e descredenciado de médicos e hospitais de sua rede de atendimento. O Procon-SP protocolou um total de 128 reclamações contra a administradora de planos de saúde no ano passado.

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