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Conhecer o mercado é decisivo para o investidor

Dessa maneira, poderá investir de forma híbrida, combinando regularidade em seus investimentos e aplicando no timing do mercado

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2019 | 05h00

O preço de compra de uma ação importa para o pequeno investidor focado no longo prazo (30-40 anos) que faz pequenas compras mês a mês com o objetivo de formar patrimônio (reinvestindo os dividendos)? Pelo que andei estudando existe uma diferença de valor acumulado entre comprar sempre nas mínimas e compras aleatórias, mas essa diferença não é tão significativa no longo prazo (considerando a mesma ação).

Há muita discussão em torno desse tema. Por obviedade, se você conseguisse sempre comprar na mínima de mercado obteria maior rentabilidade. Mas a questão é: como acertar sempre? E mesmo que você conseguisse essa performance extraordinária, teria valido a pena todo o tempo investido em análise e na atenção ao mercado? Vamos deixar mais clara essa questão. Investir na média do custo, prática conhecida como dollar cost averaging (DCA), é a estratégia em que o investidor compra determinada ação, em longo prazo, em intervalos definidos. Em tempos de baixa do mercado essa estratégia se mostra eficiente para proteção do capital. Quem questiona o método diz que é uma estratégia muito passiva.

Em mercados em alta, poderão ser perdidos ganhos de capital. Sem falar que pode ser difícil manter a disciplina necessária para fazer compras regularmente. “Market timing” é a estratégia marcada pela tentativa de entrar e sair do mercado na hora certa, prevendo altas e baixas. É uma técnica mais agressiva que potencializa ganhos, mas também pode trazer maiores perdas. Para investidores iniciantes é um posicionamento arriscado – investir com regularidade com base no custo médio traz melhores resultados.

Independentemente da estratégia, o que traz mais resultados é você aumentar seu potencial de investimentos e se dedicar a conhecer o mercado e as empresas em que pretender investir. Assim, poderá investir de forma híbrida, combinando regularidade em seus investimentos e aplicando no timing do mercado.

Vale a pena alugar as ações de minha carteira?

O aluguel de ações é uma prática de mercado oportuna para investidores que praticam buy and hold: aqueles que não têm perspectiva de venda no curto prazo. Isso porque o proprietário de ações obtém uma remuneração enquanto os títulos estão “parados” na carteira. O proprietário oferece suas ações para que outros investidores interessados possam utilizá-las em operações de mercado. A operação é regulada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e com intermediação de corretoras, assim, o negócio é garantido.

As taxas de remuneração são livremente negociadas entres as partes e registradas no sistema Banco de Títulos da CBLC. O valor financeiro do contrato é calculado com base no valor das ações negociadas, aplicando a taxa anual combinada. O tomador do aluguel paga uma taxa de registro de 0,25% ao ano sobre o volume da operação. O investidor que aluga suas ações não deixa de receber, durante o período de aluguel, os direitos que tem sobre essas ações, como dividendos, bonificações e direitos de subscrição.

O risco assumido pelo locador é que se essas ações sofrerem grandes baixas não poderá se desfazer dos títulos e em altas não poderá realizar ganhos da venda. Por outro lado, o tomador das ações usa os títulos em venda no mercado à vista, como garantia de liquidação futura ou como garantia de lançamento de opções de compra. Quem aluga ações tem a expectativa de o preço cair e o ganho que tiver na operação realizada com essas ações seja suficiente para compensar o custo do aluguel. 

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