Conlutas assume sindicato dos metroviários de SP

Central tira do poder a CTB, apoiada pela CUT, ganha uma das entidades mais sensíveis à negociações e reforça base sindical 

Paula Pacheco, de O Estado de S. Paulo,

21 de setembro de 2010 | 08h18

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo mudou de mãos no fim de semana. Com a derrota eleitoral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB), a entidade passa às mãos da CSP-Conlutas, ligada ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que disputou o comando com o apoio da Intersindical e Independentes. A CTB se coligou à Central Única dos Trabalhadores (CUT). A chapa 2 venceu com 53% dos votos.

A CTB estava à frente do sindicato há cerca de 20 anos. Sua base tem em torno de 8.700 trabalhadores - pelo menos 6.300 são sindicalizados. A posse da nova diretoria está marcada para novembro. Apesar de não ter uma das maiores bases de trabalhadores do Estado, o Sindicato dos Metroviários é um dos mais temidos na negociações, por envolver o transporte coletivo da maior cidade da América Latina. Os trens do metrô paulistano transportam por dia cerca de 3 milhões de pessoas.

A Conlutas é a central com mais nomes na nova diretoria, mas o presidente Altino de Melo Prazeres Júnior diz que ainda é cedo para saber a qual central, das que formam a coligação, o sindicato vai se filiar. A escolha será feita por meio de plebiscito entre os sindicalizados. A data-base dos metroviários de São Paulo é 1º de maio. Apesar de ainda estar longe do início da campanha, Melo diz que um dos pontos da pauta de negociação será o pedido de aumento real. Neste ano, os trabalhadores tiveram apenas a reposição da inflação dos últimos 12 meses, 5,05% de aumento.

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