Alan Santos/PR
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Conselheiros do Banco do Brasil pedem permanência do presidente, André Brandão

Membros do conselho destacaram que o executivo, que está há apenas cinco meses no banco, tem elevada competência técnica e inquestionável reputação ilibada; na semana passada, Brandão colocou o cargo à disposição

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2021 | 13h18

RIO - Quatro conselheiros de administração do Banco do Brasil registraram na ata da reunião extraordinária do dia 2 de março seu apoio à gestão do atual presidente da instituição, André Brandão, diante do que chamaram de "especulações veiculadas na imprensa sobre a possível e surpreendente substituição do presidente ainda no início de seu mandato". O grupo pede que o executivo seja mantido no cargo.

Na semana passada, Brandão avisou o presidente Jair  Bolsonaro que colocou o cargo à disposição, o que deflagrou uma corrida política pela sua vaga. O executivo deu "carta branca" para a escolha do seu substituto, já que não houve entendimento entre ele e Bolsonaro desde quando o presidente criticou o plano de enxugamento de agências e corte de pessoal do banco.  

A ata da reunião extraordinária é assinado por Hélio Lima Magalhães (presidente do conselho), José Guimarães Monforte, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima. Os dois primeiros são indicados pelo Ministério da Economia e os dois últimos eleitos por acionistas minoritários.

Os conselheiros mencionam a avaliação semestral de desempenho da diretoria executiva, destacando que Brandão é um executivo de reconhecida experiência, elevada competência técnica e inquestionável reputação ilibada. "Em apenas 5 meses de mandato, evidenciou sua capacidade de liderar a organização para além dos desafios que se impõem à competitiva indústria financeira, no melhor interesse da companhia e de seus stakeholders, tendo demonstrado alta performance na implementação da Estratégia Corporativa aprovada por este Conselho para o quinquênio 2021/2025", registram.

Eles pedem a continuidade da "gestão de excelência" do atual presidente do BB e "lamentam qualquer possibilidade de que referidas especulações venham a se concretizar". O grupo representa metade do conselho do banco, que tem como um dos membros o próprio Brandão.

Na manifestação, eles reiteram ainda seu compromisso com as mais elevadas práticas de governança corporativa e seu absoluto respeito aos 750 mil acionistas não controladores do Banco do Brasil, detentores de 49,6% do capital social, e à sociedade brasileira, representada pela União, detentora da fatia restante do capital da instituição financeira.

Dizem também que, se por qualquer razão "alheia às atribuições" do conselho a troca no comando seja realmente efetivada, "que eventual substituto esteja à altura de seu notável perfil técnico e profissional, aptidões essenciais para se liderar uma instituição com o porte e complexidade do Banco do Brasil S/A".

A manifestação aconteceu na mesma semana em que cinco conselheiros da Petrobrás informaram à companhia que não aceitarão a recondução ao cargo por indicação da União, que indicou o general Joaquim Silva e Luna para o lugar do atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

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